Kangibrina

Uma mídia social sobre…vinhos?

31 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 14:32 ]

Isso mesmo.

Com o slogan “Why Drink Alone? A new way to discover and understand wine”, o Snooth é um site em inglês onde amantes da bebida de Baco podem se informar sobre vinhos, dar notas, pedir sugestões, redigir resenhas, fazer compras, agendar degustações e começar amizades.

O site possui uma extensa carta de vinhos de todo mundo. Quer um Dragons Hollow Chardornay 2006 da China? Sem problemas. Por 13 doláres, mais frete e o peso na consciência de estar usufruindo de mão-de-obra quase escrava, e ele é seu.

Quer algo mais glamoroso pra impressionar a amada ou seus amigos esnobes? Então compre um Opus One, da Califórnia, por 309 doletas, e depois deixe seu comentário, nota e foto de você em êxtase sorvendo a bebida no site.

O Snooth também oferece sugestões de harmonização, formas de armazenamento, entrevistas com enólogos e notícias sobre eventos e festivais dedicados ao vinho em todo mundo.

Cadastrando-se, você também recebe diariamente por email promoções e uma newsletter semanal. Quem quiser me encontrar lá, estou no http://www.snooth.com/profiles/Denis+zanini/

PS: Uma curiosidade: se você digitar brazil wine no mecanismo de busca do site vai se deparar com várias ofertas de…cachaça!

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Bilionários por acaso? O car@l#o!

27 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 4:47 ]

Se tem uma coisa que eu detesto do fundo do meu esôfago são essas matérias de revistas ou livros do tipo “Fique Milionário em 1 dia”, “10 Passos para Enriquecer” e “Como Conseguir 1 milhão antes dos 30 anos”, etc, etc, etc.

Se você acha que meu ódio está sedimentado na inveja, errou. Continuo tendo que vender a coxinha do almoço pra comprar a empadinha do jantar, mas meu orgulho permanece intacto, fazendo companhia ao hímen da Madre Teresa de Calcutá.

Minha ojeriza, na verdade, é oriunda da mentira que é usada como matéria-prima para confeccionar essas aberrações.

Tais reportagens e livros vendem (e são vendidos muito bem) a ilusão que é fácil ser milionário. Que basta ter uma ideazinha legal e sorte para estar com a vida feita.

Esse tipo de produto já existe há muito tempo. Porém, mais recentemente, o livro Bilionários por Acaso e o filme A Rede Social – que não é essa Coca Cola toda pra ter tantas indicações ao Oscar – é que estão sendo grande alavancadores desse pensamento turvo.

Eles estão fomentando o mito que Mark Zuckerberg, um dos criadores do Facebook, é um cara sortudo. Um geniozinho que nasceu com o rabo virado pra lua.

Bullshit.

Veja: não vou entrar no mérito de quem roubou a idéia de quem. Se o menino prodígio traiu seu amigo Eduardo Saverin ao tirá-lo do comando da empresa. Deixo esse assuntos para os advogados das partes se entenderem.

O fato é que ninguém fica rico, milionário ou bilionário por acaso.

É preciso ralar. Estudar muito. Ser ousado. Pensar diferente. Fazer networking. Atropelar os concorrentes. E acima de tudo: acreditar no seu potencial.

Quando o Facebook era só uma promessa, Zuckerberg recusou duas propostas milionárias para vendê-lo. Quando o mais lógico parecia ser vender anúncios no site, poluir a tela com milhares de banners, ele achou melhor esperar, até encontrar a melhor maneira de ganhar dinheiro com o site (benditas sejam as vaquinhas do Farmville!).

Pra quem ainda ainda não está convencido, recomendo a leitura da ótima coluna do Elio Gaspari, do último domingo, que aborda o livro “Efeito Facebook”, que parece analisar a história do site de relacionamento com mais neutralidade e menos sensacionalismo.

E, antes de encerrar, vamos combinar de uma vez por todas. Só tem um jeito de você ficar rico por acaso. Acertando na loteria. Só. O resto são derivativas e combinações de tudo que eu citei acima. Mesmo se você enriquecer via roubo não será por acaso. Você vai ter que planejar e executar a ação muito bem pra não acabar indo pro xilindró.

Certo, malandrão?

PS: Já que falamos em Facebook, não esqueça de clicar no botão Curtir, se você gostou deste post.

Aula prática sobre como NÃO prospectar clientes

25 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 15:00 ]

Das campanhas de telefonia móvel que estão no ar as que mais gosto são as da Tim. O uso do Blue Man Group foi uma sacada de gênio para se diferenciar e cativar clientes pelo humor, criatividade e tecnologia.

Contudo, é preciso que a equipe de vendas e de relacionamento com o consumidor estejam em fina sintonia com essa mentalidade. Senão, nada disso adianta.

Explico.

Dias desses, passeando no shopping, me deparei com uma loja da operadora. Mesmo não sendo cliente da Tim, resolvi entrar para pedir uma ajuda simples: colocar a película protetora no meu iPhone.

Ok, riam à vontade. Eu espero vocês recuperarem o fôlego. Mas o fato é que minha falta de habilidade manual é tamanha que não consigo colocar a proteção sem que fiquem enormes bolhas de ar sobre a tela.

Expliquei a situação para uma atendente à porta, que, imbuída do velho e bom espírito samaritano, resolveu me ajudar.

A boa alma bem que tentou. Puxou daqui, esticou de lá, mas não conseguiu. As bolhas insistiam em permanecer. Sem muitas alternativas, ela levou o aparelho para a superiora dela dar uma olhada. Pra meu espanto, a menina tomou uma sonora bronca, na minha frente:

- Fulana, eu já não te disse que a gente não faz esse tipo de serviço?

Com muita, mas muita má vontade, a poderosa chefona pegou meu celular e se pôs a tentar ajeitar película. Passou flanela, usou uma régua para nivelar o bagulho, mas nada.

“O plástico está velho”. Foi o veredito dela, devolvendo o celular para atendente.

Detalhe: em nenhum momento a tal superiora olhou para mim (e eu nem sou assim tão feio) que estava a menos de um metro dela.

A menina me devolveu o iPhone e perguntei se havia película para vender. Constrangida, disse que não.

Vejam: eu fiquei uns dez minutos na loja e em nenhum momento eles tentaram fazer uma prospecção. Não perguntaram se eu era cliente da Tim, se queria conhecer os planos ou novos aparelhos, etc, etc, etc.

Pelo contrário. Fizeram de tudo para que eu me sentisse um estorvo e saísse de lá o mais rápido possível.

Foi o que fiz. Andei mais alguns metros e vi um loja de produtos de informática. Comprei a película e o vendedor ainda colocou para mim.

Confesso que não morro de amores por minha atual operadora. Mas se um dia decidir mudar certamente não será para a Tim.

E não há Blue Man que me demova disso.

O Grande Tim e o Velho Lobo

24 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 0:48 ]

Dois dos mais controversos e talentosos expoentes da música popular brasileira tiveram suas justas e bombásticas biografias lançadas nos últimos anos: Tim Maia (Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia) e, mais recentemente, Lobão (50 Anos a Mil).

Tim foi biografado pelo dispensa apresentações Nelson Motta. Já João Luiz Woenderbag – sim, é difícil de acreditar que o lobo mau do roquenrol tupiniquim tenha esse nome de almofadinha – escreveu sua epopéia a quatro mãos, em parceria do jornalista Claudio Tognoli.

Ambas são leitura obrigatória para quem curte música ou simplesmente uma história de vida interessante, que inclui envolvimento com seitas malucas, briga homéricas com gravadoras, shows e álbuns que marcaram época, altas tretas com a polícia, consumo exacerbado de entorpecentes, loucas aventuras amorosas, estrutura familiar decadente (avec elegance) e, claro, um repertório musical indelével no cancioneiro brasuca.

Depois de ler as duas obras, queria escrever algo. Mas não uma trivial resenha. Queria fazer algo diferente, condizente ao estilo Kangibrina. Pensei, pensei e decidi fazer uma brincadeira, criando uma competição envolvendo alguns quesitos dos livros, mas escolhidos aleatoriamente, sem nenhuma fundamentação teórica ou critério técnico, pela minha pessoa.

Nada sério. Just for fun, entenderam?

Abaixo, você confere o resultado:

Título: São do caralho. Fortes, bem sacados, definem com precisão o espírito da coisa. Resultado: empate

Capa: Ambas convencionais, ninguém quis reinventar a roda. O frontispício (hein?) da biografia de Tim abusa do vermelho e do amarelo, com fontes gigantes sobre uma foto sua sorrindo. Já o de Lobão é mais sóbria, um close no seu rosto com fundo negro, bem ao estilo das biografias norte-americanas. Cada um no seu quadrado, deu empate.

Texto: Aí é covardia. Não dá nem graça comparar a fina escrita do Nelsão com a esforçada dobradinha Lobão/Tognoli. Motta teve a proeza de organizar a dionisíaca vida do rei do soul brasileiro e transcrevê-la de forma linear e apaixonante. É quase impossível largar o livro. O texto de Lobão é enjoativo, pois tenta, em vão, transportar para o papel o seu jeito neologístico de de falar. Não deu certo. Resultado: vitória de Tim.

Sexo: Os dois gostavam bastante da matéria, intercalando muitos casos sérios com muito sexo casual. Mas, pelo que deu pra perceber, o Lobo do Rio se saiu melhor, pois passou a vara em quase todo meio musical (expressão com duplo sentido) nos anos 1980 e 1990. Resultado: vitória de Lobão.

Dorgas, Manolo: esse é um páreo dos bons. Lobão e Tim enfiaram o nariz e a boca (opa!) em tudo que era imoral, ilegal e engordava. Melhor sorte teve o primeiro, que conseguiu parar antes de se encontrar com o homem da foice – apesar de uma tentativa de suicídio no currículo. A vida desregrada e o consumo de tóchico (como dizem nossas avós) encurtou a presença de Tim entre nós. Mas o resultado não podia ser outro: empate.

Rock´roll: Êta vida louca, louca vida essa dupla teve. Dois roqueiros natos, praticantes do tudo ao mesmo tempo agora. Resultado: mais um empate.

Humor: O momento que mais ri no livro do Lobão foi quando o João Gilberto ligou para ele de madrugada e fez com que ouvisse as oito versões que ele fez para a música Me Chama. Detalhe: Lobão estava trincadaço. Na biografia do Tim tem vários momentos hilários, especialmente quando ele é extraditado para o Brasil vestindo…pijama. Resultado: vitória do Tim.

Bom, até o momento, o rei do soul está na frente. Mas como este é um post “working in progress” voltarei aqui outras vezes quando pensar em novos quesitos e aí o placar poderá se alterar.

Se você quiser colaborar e enviar sua sugestão, é só clicar no ícone de mensagem abaixo.

Água também é cultura

21 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 4:01 ]

Esse espetacular aquário virtual gigante é a principal atração da exposição Água na Oca, que fica em cartaz até 8 de maio, no Ibirapuera (se você gostou, aqui e aqui tem outros vídeos que fiz).

O aquário foi instalado no teto do prédio e você vê o filme, de aproximadamente 6 minutos, deitado em um confortável colchão d´água.

A mostra, que está sustentada sob o tripé ecologia/educação/cultura, não é grande e pode ser vista tranquilamente em meia hora.

No último domingo de cada mês a entrada é gratuita.

Recomendo. Principalmente para quem não tem mais saco de todo dia se deparar com notícias associando água à tragédias.

Obrigado, Beluzzo

20 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 8:48 ]

Não. Ao contrário do que muitos possam pensar, o título acima não é uma provocação, uma galhofa com o ex-presidente da gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras, cujo mandato se encerrou ontem.

Eu, eterno torcedor do Verdão, realmente acredito que Luiz Gongaza Beluzzo realizou, até determinado ponto, uma boa gestão administrativa no Palestra Itália. Pode não ter faturado títulos, mas ele foi muito melhor do que seus antecessores da última década.

Com Beluzzo o Verdão voltou a pensar grande, dentro de um contexto moderno e arrojado. Trouxe técnicos de ponta, jogadores consagrados, estabeleceu parcerias e deu início ao que será em breve grande orgulho da família palestrina: a Arena. O novo estádio do Palmeiras, que está sendo construído sem ajuda do Lula e do Ricardo Teixeira, foi o título da gestão Beluzzo.

É claro que ele também cometeu erros, infantis até. A briga com Simon, o famigerado “vamos matar os bambi”, a falta de investimento em novos talentos e, acima de tudo, ter dado poder ao incompetente Gilberto Cipullo, um dos articuladores para a saída de Muricy Ramalho.

Não sei o que será do Palmeiras com Arnaldo Tirone. Além do sobrenome do fulano se parecer com “tirano”, desse balaio de onde ele veio estão as mentalidades mais retrógradas do clube, os carcamanos.

De qualquer forma, independentemente de quem estiver sentado na cadeira, continuarei apoiando o Verdão e torcendo para que se olhe para o futuro, com pensamentos de gigante.

E ao grande professor, economista e ex-presidente Luiz Gonzaga Beluzzo só tenho uma coisa a dizer: muito obrigado, mestre.

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Top 5 – Lugares mais comuns para ter insights

14 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 15:41 ]

1) No banho
2) Na cama, durante crise de insônia
3) Andando pela Kalunga (cada louco com sua mania, ok?)
4) Lendo livros
5) Em qualquer lugar, desde que você não tenha caneta, gravador, celular ou qualquer outra ferramenta para anotar a idéia.

E você? Em quais lugares você mais frequentemente tem idéias?

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Tuíte no aeroporto. Você pode ser (positivamente) surpreendido

11 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 17:09 ]

Tuitar ou utilizar as mídias sociais enquanto a hora do embarque não chega é uma prática que tem se tornado cada vez mais comum nos aeroportos do mundo inteiro.

A companhia aérea holandesa KLM percebeu sabidamente essa tendência e resolveu investir na força da Web 2.0 para desenvolver uma campanha de experiência de consumo para se aproximar de seus clientes.

A ação chamada KLM Surprise funcionava da seguinte forma: um grupo de profissionais identificava os passageiros presentes ao aeroporto que postavam no Twitter algo sobre sua viagem (pra onde ia, com qual finalidade, por qual empresa, etc).

Imediatamente era feita uma rápida varredura nas mídias sociais sobre o gosto do usuário e escolhido um presente condizente ao seu perfil.

Em seguida, funcionárias da companhia, devidamente uniformizadas, rumavam para a área de embarque exibindo um cartaz com o nome do passageiro.

O sujeito se identificava, ficava ciente da ação, e ganhava o mimo.

Por exemplo: um passageiro que ia para Nova York ganhou um guia da cidade. Outro que ia para um congresso sobre mídias sociais recebeu um ingresso para assistir o filme A Rede Social; e uma senhora de idade, que viajava muito, ganhou um upgrade de classe.

A reação das pessoas? De surpresa e de gratidão.

Fantástico, não? A campanha, que não deve ter custado muito, visto que os presentes não eram caros, mas quase customizados, rendeu mais de 1 milhão de impressões só no Twitter e, certamente, a preferência de muitos clientes na área de fazer outra viagem.

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Esse Laerte…

10 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 14:33 ]

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Bill Maher detonando religiões

06 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 17:52 ]

Bill Maher é um dos mais ácidos, inteligentes e politicamente incorretos humoristas do mundo. Pouco conhecido no Brasil, este norte-americano de 54 anos tem no currículo filmes, programas de TV e livros.

Ele não se furta a tocar em assuntos polêmicos e falar a sério quando necessário, como por exemplo o atentado de 11 de setembro, quando declarou “Nós (os Estados Unidos) é que temos sido os covardes por lançar misseis a milhares de quilómetros de distancia. Isso é covardia. Permanecer no avião quando ele embate contra o edifício, digam o que disserem, não é covardia”.

Por conta disso, possui, naturalmente, uma legião de desafetos, mas também um grande números de admiradores, que assistem seu programa semanal Real Time, na HBO, e lotam seus espetáculos de stand-up.

No vídeo acima, trecho do DVD “But I´m not Wrong” ele fala sobre religiões. Hilário. Vale conferir mais no site www.billmaher.com e segui-lo também no Twitter @billmaher

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À toque de Caixa

04 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 14:16 ]

Pior que o Bradesco, que kibou o Itaú em sua campanha de Ano Novo, é a Caixa, que à toque de caixa (sacou? sacou?) produziu esse comercial meia-boca para comemorar a chegada de 2011.

Colocar um menininho andando durante 25 segundos num cenário sem vida e desleixado – reparem que na barraca de fundo o sapo não tem um olho – ao som de uma música de Guilherme Arantes (cruzes!) pra concluir com funcionários uniformizados, é de uma brejeirice tremenda.

E estamos falando do quinto maior banco da América Latina. Verba para propaganda eles devem ter. Falta aplicá-la com melhor qualidade.

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