Kangibrina

Quanto vale ter um lipdub com a sua marca?

13 04.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 13:53 ]

Três perguntas para você, nobre leitor:

1) Quanto custa fazer uma marca ser conhecida?

Uma boa grana, não é?

2) Quanto custa fazer uma marca ocupar ano a ano os primeiros lugares do top of mind?

Muito mais grana, não é? Talvez nem pedindo um empréstimo para o Eike Batista isso seja possível.

3) Agora: quanto custa fazer uma marca ter não apenas consumidores, mas adoradores?

Vixi…É uma fortuna quase incalculável, né? É um trabalho hercúleo, de anos a fio que, além de um investimento maciço, precisa necessariamente estar alinhada a uma estratégia de marketing inteligente, holística e muito bem definida.

Mas, quando isso finalmente acontece, vale cada tostão investido.

O consumidor desenvolve tamanha adoração e fidelidade à marca que passa a divulgá-la a todos os seus stakeholders (vide casos da Apple, Harley Davidson, GAP, etc).

Principalmente nos dias de hoje, em que os prosumers (indivíduos que produzem e consomem informação) comandam as mídias sociais, essa adoração se torna mais factível e visível.

Vejam, por exemplo, esse lipdub da música Abra a Felicidade (tema deste ano da Coca-Cola) produzido pelos alunos da ESAMC de Sorocaba.

Em apenas cinco dias, o vídeo – muito bem feito, aliás – teve 100 mil acessos (o vídeo oficial da Coca-Cola, que está há quase 3 meses no ar, tem cerca de 400 mil views), gerou um buzz desgraçado e fez a marca ser muito comentada.

São oito minutos de exposição gratuita e positiva da marca.

Há vários lipdubs disponíveis no Youtube, mas nunca tinha visto nenhum cuja música estava associada a uma empresa. Eu acredito que ter um lipdub feito espontaneamente com a sua marca algo que não tem preço.

Isso mostra como a Coca-Cola conseguiu criar um life style forte, marcante, que atrai adeptos geração pós geração, que gostam da marca e, mais ainda, de compartilhar essa afeição com outras pessoas.

Eu, inclusive, sou um deles.

Top 5 – Melhores jingles brasileiros

22 03.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 17:01 ]

1) Pipoca e Guaraná

2) Coca-Cola e um Sorriso (com Chico Anysio!)

3) Dá-me um Cornetto

4) Eu sou Brahmeiro

5) Big Mac

MENÇÕES HONROSAS

1) Duchas Corona

2) Mamiferos da Parmalat

Atendendo aos pedidos da @renatagsantos, da @vanessasi, do @danilovicente e de milhares de outros leitores, seguem mais jingles com menções honrosas.

3) Café Seleto

4) Groselha Milani

5) Danoninho

6) DDDrim

7) Casas Pernambucanas

8) Cremogema

9) Biotônico Fontoura

E você? Lembra de mais algum jingle bacana? Então manda um comments aí pra nóis.

Feitos para durar

25 08.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 14:06 ]

Dois filmes que (re)vi recentemente me chamaram muito atenção por utilizar product placements inusitados, marcantes e bem sacados.

Um é da Coca Cola (já tem gente achando que levo algum por fora, de tanto que cito a marca aqui) no filme A Estrada.

O longa, que, aliás, não recomendo para depressivos em geral, mostra pai e filho tentando sobreviver num futuro pós apocalipse.

Numa busca por alimento, eles se deparam com uma velha máquina de bebidas e tiram a sorte grande: encontram uma latinha de coca intacta.

A cena dos dois compartilhando o refrigerante, num típico momento “pai/filho”, é comovente.

Outro exemplo, acreditem vocês, é na comédia O Dorminhoco, uma das primeiras obras de Woody Allen, produzida na década de 1970.

Também ambientado no futuro (acho que 2170, alguma coisa assim) o personagem de Woody utiliza-se de um fusca centenário (!) encontrado numa caverna (!!!!) para escapar de seus perseguidores.

A cena acontece a partir de 7m32s do vídeo acima.

Quer cena melhor para ratificar o posicionamento que os carros da Volks são feitos para durar?

A amizade, segundo a Coca e a Pepsi

24 07.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:38 ]


As duas maiores marcas de refrigerantes do mundo comemoraram o Dia do Amigo de formas bem diferentes.

A Pepsi foi buscar num comercial do passado inspiração para, mais uma vez, provocar sua maior rival (acima).

Bem legal, né?

Já a Coca, com a serenidade dos sábios gigantes, ignorou a provocação e utilizou-se de uma idéia simples e criativa para abordar o tema.

Criou uma Coke Machine de dois andares que obrigava o consumidor a pedir a ajuda de um amigo para poder pegar o refrigerante.

E como recompensa o usuário ganhava dois refrigerantes.

Genial, não?

Por essas e por outras é que a Coca continua sendo a Coca e a Pepsi continua sendo só a Pepsi.

Pelo direito de tomar Coca-Cola

16 10.2009
Por Denis Zanini Lima [ postado às 20:21 ]

Sou aficcionado por Coca-Cola.

Na minha infância não via a hora de chegar o almoço de domingo para finalmente poder saboreá-la.

Abre parênteses: sim, crianças, meus pais malvados só me deixavam apreciá-la no dia de ir à missa. E sim, crianças, eu tinha que ir à missa. Fecha parênteses.

Mas esse controle espartano não adiantou.

Na adolescência e na vida adulta o vício só aumentou. Passei a tomar mais e entender melhor sobre o produto.

Aprendi a identificar as diferenças de gostos das Cocas em lata, em garrafa de vidro e pet. A fazer as melhores combinações com outros ingredientes.

Na minha geladeira pode faltar tudo (na verdade falta mesmo) menos o refrigerante da latinha vermelha.

Como fã incondicional da iguaria costumo pedi-la frequentemente em bares e restaurantes.

Só que ultimamente, após cada pedido, é cada vez mais comum ouvir o garçom dizer, contrariado, a fatídica frase:

- Só tem Pepsi.

Putaqueopariu.

Ninguém em seu juízo mediano pede Pepsi.

Pepsi é uma bosta. Uma imitação barata e sem graça da Coca. Existem até algumas versões “tomáveis”, como a Max e a 3. Mas é humanamente impossível encontrá-las.

O que me irrita nesse negócio todo é que a falta de Coca nesses lugares deriva de uma chantagem mercadológica e não de um gosto do consumidor.

O fato é que para forçar a entrada da Pepsi nos estabelecimentos, a Ambev condiciona o recebimento do Chope Brahma (que é uma delícia e, justamente, líder de mercado) à compra do seu refrigerante e, consequentemente, ao boicote à Coca.

Temendo perder freguesia grande parte das casas aceita essa sacanagem.

Como a Ambev em breve dominará o mundo, meu receio é que para tomar Coca- Cola tenhamos que formar grupos clandestinos, que se reúnem escondidos em grutas nas montanhas, nas sextas de lua cheia.

Para evitar que isso aconteça conclamo todos os consumidores de Coca-Cola a protestar.

Isso mesmo, companheiros.

Não vamos aceitar essa afronta de braços cruzados e muito menos de garganta seca.

Leve sua Coca de casa e tome nos bares e restaurantes onde só servem Pepsi.

É um direito seu.

Não vamos deixar que ninguém nos dite qual “líquido negro do capitalismo” tomar.

Eu tenho escolha. E eu escolho pela melhor. Eu escolho Coca-Cola.

Vamos à luta!

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