Kangibrina

Eu voto no Cosme da Vila (ou como a criatividade pode combater o crime)

30 08.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 13:49 ]

Já tenho candidato a deputado estadual. O nome dele é Cosme da Vila (70.171). Em pouco tempo de campanha ele fez mais pela segurança do Estado do que muito político empossado.

E quem é esse fulano que eu nunca ouvi falar?

Cosme da Vila é um candidato fictício que a polícia de São Paulo criou para prender traficantes que atuavam na favela de Heliópolis, na zona sul da capital.

Durante dois meses os cabos eleitorais do candidato (na verdade, policiais disfarçados) percorreram as ruas da comunidade com carros de som, distribuindo bandeiras, santinhos e camisetas.

Nessas incursões, fizeram fotos e gravações comprovando a distribuição de droga no local

Na semana passada a operação foi finalizada com um flagrante, que prendeu cerca de 25 pessoas.

Ao autores e executores desse plano o Cangibrina dá os parabéns.

É a prova que muitas vezes a criatividade e inteligência podem ser mais eficazes que a força na hora de combater o crime.

O consumidor? Ora, o consumidor que se foda

12 08.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:05 ]

Adquiri nesta semana pelo Fast Shop um Dock Station da Sony. Esse micro system, além de rádio e entradas para USB e CD, tem como principal diferencial o fato de reproduzir em alto e bom som as músicas contidas no Iphone.

Aliás, foi exclusivamente por este motivo que adquiri o produto.

No começo foi tudo muito bom, tudo muito bem. Preço vantajoso. Compra pela internet. Entrega em 24 horas.

Cheguei em casa, montei o aparelho (super simples) e acoplei o Iphone para tocar.

Para minha surpresa em poucos minutos a música parou.

Repeti o processo e algum tempo depois o som parou novamente.

What a fuck!

Fui olhar no manual de instruções e estava escrito que para reproduzir as músicas do Iphone era necessário um adaptador de acoplamento.

Sim, o aparelho não vinha com esse tal adaptador.

Puto da vida, respirei fundo, contei até 3.821,17 e decidi pesquisar na internet onde vendia essa bagaça.

Para minha surpresa ainda maior não encontrei nada.

Absolutamente nada.

E vocês conhecem a máxima: se não encontrar algo no Google é porque ele não existe…

Resolvi entrar em contato então com o SAC da Fast Shop.

Expliquei meu problema e eles recomendaram falar com a Sony, o fabricante.

Liguei na Sony e adivinhem: me orientaram a procurar a Apple.

Na empresa do Tio Jobs, depois de um chá de cadeira de uns 15 minutos, e de um tal de passa pra um, passa pra outro, ninguém sabia de nada, nunca viram o acoplador mais gordo. Um dos atendentes sugeriu procurar no Mercado Livre ou em outros sites do gênero.

Conclusão: as três empresas (Sony, Fast Shop e Apple) estão pouco se lixando para o consumidor.

Será que vou ter que apelar pra algum Xing Ling pra conseguir esse maldito adaptador e poder usufruir do aparelho?

E outra pergunta: como combater a sonegação fiscal e a compra de produtos piratas se nos meios oficiais é impossível?

ATUALIZANDO

Fiz novas tentativas e agora o aparelho funcionou, mesmo sem o tal adaptador de acoplamento. Vai entender…

Homenagem do Kangibrina a todos os pais

06 08.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 21:19 ]


A todos os pais e filhos (alcóolatras ou não) o Kangibrina deseja um feliz Dia dos Pais. Se você tem a sorte de ter ainda seu velho por perto, curta bastante o cara.

E pra marcar a data nada melhor do que este clip de Watching The Wheels, do John Lennon, com direito a letra traduzida e tudo. Essa música é de fazer muito marmanjo barbado chorar…

Watching The Wheels
Olhando o Movimento

People say I’m Crazy doing what I’m doing
As pessoas dizem que eu sou louco por fazer o que faço

Well they give me all kinds of warnings to save me from ruin
Bem eles me dão todos os tipos de conselhos para me salvar do fracasso

When I say that I’m o.k. they look at me kind of strange
Quando eu digo que eu estou o.k, bem eles olham para mim de um jeito estranho

Surely you’re not happy now you no longer play the game
Com certeza você não está feliz agora que você já não joga (mais) o jogo

People say I’m lazy dreaming my life away
As pessoas dizem que eu sou preguiçoso fazendo de minha vida apenas sonhos

Well they give me all kinds of advice designed to enlighten me
Bem eles me dão todos os tipos de conselho feitos para me iluminar

When I tell them that I’m doing fine watching shadows on the wall
Quando eu lhes falo que eu estou bem assistindo sombras na parede

Don’t you miss the big time boy you’re no longer on the ball?
Você não sente falta do menino daquele tempo grandioso, que você não é mais?

I’m just sitting here watching the wheels fo round and round
Eu estou apenas sentado aqui olhando o movimento

I really love to watch them roll
Eu realmente adoro ver o movimento

No longer riding on the merry-go-round
Já não monto no carrossel

I just had to let it go
Eu apenas tive que deixar rolar

People asking questions lost in confusion
Ah, as pessoas fazem perguntas, perdidas em confusão

Well I tell them there’s no problem, only solutions
Bem, eu lhes digo que não há problemas, só soluções,

Well they shake their heads and look at me as if I’ve lost my mind
Bem, eles balançam suas cabeças e me olham como se eu tivesse perdido a razão

I tell them there’s no hurry…
Eu lhes digo que não há nenhuma pressa

I’m just sitting here doing time
Eu apenas estou sentado aqui ‘fazendo hora’

I’m just sitting here watching the wheels fo round and round
Eu estou apenas sentado aqui olhando o movimento

I really love to watch them roll
Eu realmente adoro ver o movimento

No longer riding on the merry-go-round
Já não monto no carrossel eu apenas tive que deixar ir

I just had to let it go
Eu apenas tive que deixar rolar

Virada Cultural? Oba! Não vou!

13 05.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:05 ]

A Virada Cultural é uma ótima iniciativa da Prefeitura de São Paulo para a democratização do acesso à cultura.

São 24 horas de música, teatro, cinema, artes plásticas, tudo na faixa.

Legal, né?

Sob o prisma da ampliação do acesso às artes, sem dúvida.

Mas para quem não usa cocar e tacape, ir à Virada, infelizmente, pode ser uma baita roubada.

Esqueça aquela coisa bonitinha que você vê nos guias de final de semana e nos programas de TV, com artistas sorridentes e gente da organização afirmando que a Virada deste ano está imperdível.

Não caia nessa armadilha.

Como os eventos são muitos e gratuitos, concentradas na região central de Sampa em um único dia, haja contratempos para enfrentar.

Como por exemplo lidar com a massa de porcos histéricos que sai às ruas da cidade.

Sim, porcos histéricos e mau-educados, cuja principal missão é atrapalhar quem quer apenas curtir um bom show.

Nas apresentações ao ar livre o que predomina são pessoas chapando o coco, empurra-empurra, som ruim, muito sujeira no chão e depredação de patrimônio público.

Há umas duas edições fui num show do Cachorro Grande, na Praça da República. O sistema de som precário foi o mínimo. O local estava abarrotado, forrado de lixo, com gente esparramada pelos canteiros.

Numa apresentação de roda de samba na Praça do Patriarca não havia tanta muvuca, mas a sujeira e o nível de gente bêbada incomodava pacas.

Nas ruas ao redor o cheiro de mijo é insuportável. Não é à toa que a maratona já foi ironicamente apelidada de Mijada Cultural.

Os espetáculos em locais fechados são menos piores, mas para conseguir um ingresso é preciso ficar umas boas horas na fila.

Já fui em muitos eventos desse tipo (era frequentador assíduo do Rock´n Rua, que rolava todo sábado no Paço Municipal de Santo André) mas confesso que não tenho mais saco pra isso.

Até porque São Paulo tem diariamente dezenas de bons eventos culturais gratuitos, durante o ano todo.

No Catraca Livre há várias dicas legais. Dá pra ir de boa, sem estresse.

Defendo que a Virada Cultural permaneça, seja aperfeiçada e descentralizada, mas que, fundamentalmente, a prefeitura invista cada vez mais em cidadania e educação nas escolas.

Para que cidadãos de verdade – e não porcos – possam usufruir da Virada.

Só falta escolher o sabor da pizza…

23 04.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 22:02 ]


A não ser que São Paulo seja invandida por um exército de zumbis ou que o Verdão anuncie a contratação do Messi, não ouse me incomodar neste domingo entre 21h e 23h.

Estarei em um retiro doméstico, devidamente acompanhado de pizza & cerveja, vendo as estréias do The Cleveland Show e das novas temporadas do The Office, Family Guy e American Dad.

Tamos combinados?

Quem quiser saber mais sobre essas séries ponha a seta do mouse aqui.