Kangibrina

Desaparecidos: cinema, mídias sociais e realidade (?)

26 11.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 17:00 ]

Hoje fiquei sabendo do primeiro filme transmídia produzido no Brasil, chamado “Desaparecidos”, com estreia nacional programada para 9 de dezembro. O conceito de transmídia consiste em promover um grande mashup envolvendo cinema, realidade e as as mídias sociais, num ciclo infinito. O objetivo é questionar onde começa e termina o filme, o que é realidade e o que é ficção.

O enredo é o seguinte: um grupo de seis jovens de São Paulo é escolhido via Facebook para uma balada ultravip em Ilhabela. Chegando lá, cada um recebe uma minicâmera para registrar seus momentos de deleite, porém o grupo acaba desaparecendo e só suas câmeras são encontradas, tempo depois.

Para tornar a história mais verossímil, um ano antes do longa chegar às telas de cinema, perfis dos personagens do filme foram criados no Facebook como se fossem pessoas reais (como os personagens “estudavam” no Mackenzie, houve diversos boatos entre os estudantes reais sobre quem seriam aquelas pessoas e onde estariam). Aliás, os perfis ainda estão ativos. No site do filme você confere a página de cada um.

Também foram criados outros perfis fictícios que tinham como meta socializar virtualmente com os personagens e posteriormente auxiliar na divulgação de informações pertinentes aos acontecimentos que rodeavam a situação abordada pelo filme.

Nessa onda virtual, veio também o “Lenhador Cara de Pau”, personagem que além de ter perfil no facebook contava com um canal no youtube para veicular vídeos com questionamentos severos a respeito da sociedade. O Lenhador teve como papel fundamental difundir vídeos virais que continham cenas dos desaparecidos do filme.

Para legitimar o desaparecimento dos personagens, até um um site de notícias foi criado (O Jornal da Ilha) e um vídeo “amador” colocado no Youtube registrando o encontro de uma das câmaras por turistas.

O filme tem uma forte ligação com a Bruxa de Blair, mas tem duas peculiaridades que o tornam diferenciado: o uso das redes sociais e o fato de ser um filme de terror brasileiro, gênero pouco difundido por aqui.

O conceito e o marketing envolvendo o transmídia estão de parabéns. Agora é torcer para que o filme seja bom…