Kangibrina

Viciados em Facebook, by South Park

26 01.2012
Por Denis Zanini Lima [ postado às 17:38 ]

O episódio não é exatamente novo, mas até agora não vi nada que retratasse melhor (e com humor) o vício que o Facebook está se tornando para todos nós. Fora as geniais referências ao ChatRoulette e ao clássico Tron.

Ri muito.

Vilarejo com 80 pessoas tem 16 mil fãs no Facebook

19 01.2012
Por Denis Zanini Lima [ postado às 17:37 ]

Sabe aquela máxima, “pense global, aja local”? Pois é.

Foi o que fez Obermutten, um bucólico vilarejo perdido nos rincões suíços, com a impressionante massa populacional de 80 homo sapiens e algumas dúzias de vacas, que ganhou destaque por uma curiosa ação nas mídias sociais.

Desde o ano passado, toda pessoa que curte a fanpage da vila tem seu perfil impresso e colado no glorioso mural do local, além nas paredes de algumas casas. Até agora, mais de 16 mil pessoas (inclusive este escriba) já foram lá colocar o seu polegar para cima.

A campanha obteve ampla repercussão, tornando-se a fanpage a mais curtida da Suíça – e de algumas capitais européias – e por isso foi tema de matérias em sites, rádios e tevês de vários países. Segundo o vídeo aí em cima, a brincadeira custou US$ 10 mil e obteve US$ 2,4 milhões de retorno em mídia espontânea.

Na página, é possível ver fotos dos perfis impressos e da paisagem, além de vídeos, alguns produzidos por turistas. Os comentários são uma verdadeira Torre de Babel, com postagens em francês, sueco, italiano, espanhol, inglês, japonês…

Uma promoção feita no final do ano passado sorteou entre os internautas um cachecol bordado com o nome do vencedor, tecido, nada mais, nada menos, do que pela filha do prefeito. A contemplada foi uma menina da Coréia do Sul.

Resta saber se o único hotel e o único restaurante da aldeia terão capacidade de receber todos os internautas que prometeram visitar o local em breve…

E se o Facebook acabasse?

09 12.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 9:31 ]

Ótimo vídeo humorístico que mostra como seriam nossas vídeos sem o site de relacionamento social mais famoso do mundo.

Gente que não vemos há anos batendo em nossas portas pedindo para que sejamos amigos, convites para eventos das naturezas mais estranhas possíveis, esquecimento dos aniversários de familiares e colegas…

Esse curta me fez lembrar da ótima história em quadrinhos produzida pelo Não Salvo contando como seria o mundo se a internet desaparecesse.

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A “classe Facebook” do professor Fogg

07 06.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 15:48 ]

Uma singela lição de casa – desenvolver um aplicativo para o ainda não tão badalado Facebook – dada pelo professor B.J. Foog, da Universidade de Stanford, em 2007, mudou a vida de dezenas de alunos. Confira abaixo a interessante história, publicada pelo New York Times e traduzida pela Folha de São Paulo.

“Classe, este é o seu dever de casa: criar um aplicativo [ou "app"]. Fazer que as pessoas o usem. Repitam.”

Essa foi a tarefa para alguns alunos da Universidade Stanford, no outono de 2007, naquilo que ficou conhecido aqui como a “Classe Facebook”. Ninguém esperava o que ocorreu depois.

Os alunos acabaram conseguindo milhões de usuários para aplicativos gratuitos que eles criaram para funcionar no Facebook. E, com a entrada da publicidade, esses estudantes começaram a ganhar muito mais do que os professores.

A Classe Facebook fez disparar carreiras e fortunas de mais de duas dúzias de estudantes e professores daqui. Também ajudou a inaugurar um novo modelo de empreendedorismo que revolucionou o meio tecnológico: a novata enxuta.

“Tudo aconteceu muito depressa”, lembra Joachim De Lombaert, hoje com 23 anos. O aplicativo da sua equipe faturava US$ 3 mil por dia e se transformou em uma empresa que, mais tarde, foi vendida por uma quantia de seis dígitos.

Na época, os apps para Facebook eram uma novidade. O iPhone tinha acabado de chegar, e o primeiro telefone Android ainda demoraria um ano para surgir.

Mas, ao ensinar os alunos a construir apps simples, distribuí-los rapidamente e aperfeiçoá-los depois, a Classe Facebook encontrou o que se tornou o procedimento operacional para uma nova geração de empresários e investidores. As novatas exigiam muito dinheiro, tempo e pessoal. Mas, durante a última década, o software de fonte aberta gratuito e os serviços em “nuvem” reduziram os custos, enquanto as redes de anúncios ajudaram a trazer uma receita rápida. O fenômeno do app acentuou a tendência e ajudou a libertar o que alguns chamam de nova onda de inovação tecnológica.

Desde o início, a Classe Facebook se tornou um microcosmo do Vale do Silício. Trabalhando em equipes de três, os 75 alunos criaram aplicativos que conquistaram 16 milhões de usuários em apenas dez semanas.

Durante o semestre, os apps, que eram gratuitos, geraram cerca de US$ 1 milhão em publicidade.

Esse sucesso ajudou a inspirar empresários a elaborar planos de negócios e trabalhar em apps. Nem todos tiveram êxito, mas os que tiveram contribuíram com a expansão do Facebook, que tem quase 700 milhões de usuários.

Os capitalistas de risco também começaram a rever sua abordagem. Alguns criaram fundos de investimentos sob medida para as novatas menores.

“Conceitos e ideias que saíram da classe influenciaram a estrutura do fundo em que trabalho”, diz Dave McClure, um dos instrutores da classe e fundador da 500 Startups. “A classe foi a percepção de que essa coisa funciona.”

Quase quatro anos depois, muitos dos estudantes aprenderam que construir uma empresa é muito mais difícil do que criar um app. “Criar uma empresa é mais trabalhoso”, disse Edward Baker, que foi parceiro de De Lombaert na classe e depois sócio na empresa. Os dois fundaram a Friend.ly, uma rede social.

Mas muitos dos estudantes foram recompensados. Alguns transformaram sua lição de casa em empresas. Outros, desde então, venderam essas empresas para outras como Zynga. Outros ainda uniram-se a novatas como RockYou, um site de jogos que, na época, estava entre os apps mais bem sucedidos do Facebook.

A Classe Facebook mudou a vida de De Lombaert. O aplicativo atraiu usuários e dinheiro mais depressa do que qualquer outro da classe. E seu sucesso chamou a atenção dos investidores.

O Facebook não participou ativamente da classe de Stanford, mas alguns dos seus engenheiros frequentaram as sessões. “A plataforma Facebook estava decolando e havia uma sensação de corrida do ouro”, disse Mike Maples Jr., um investidor que frequentou algumas aulas e acabou apoiando uma das novatas.

A Classe Facebook foi criação de B. J. Fogg, que dirige o Laboratório de Tecnologia Persuasiva em Stanford. Fogg pensou que a plataforma Facebook seria uma boa maneira de testar algumas de suas teorias.

Criar um novo modelo de empreendedorismo estava longe de suas intenções.

“Os alunos fizeram um trabalho incrível, colocando coisas no mercado”, diz Michael Dearing, professor associado do Instituto de Design em Stanford.

“Love Child” -filho do amor. Parece um nome improvável. Mas Johnny Hwin e sua equipe em Stanford decidiram construir um app com esse nome, que permitiria que dois usuários criassem e educassem criança virtual. Não deu certo. “Fomos ambiciosos demais”, diz Hwin.

Ver que seus colegas de classe faturavam com ideias mais simples foi uma lição valiosa. Em 2009, Hwin começou a trabalhar no Damntheradio.com [maldito rádio], ferramenta de marketing no Facebook que ajudou bandas e músicos no contato com os fãs on-line.

Ele foi inaugurado em junho passado e adquirido em janeiro pela FanBridge, onde Hwin é vice-presidente, por alguns milhões de dólares, segundo ele. Hwin, que tem 26 anos e também é músico, vive em um loft no bairro Mission em San Francisco.

Baker diz que a plataforma Facebook é um ímã para jovens desenvolvedores, embora o tipo de aplicativo simples que era o foco de sua classe em Stanford enfrente grandes obstáculos. O Facebook dificultou o desenvolvimento de apps de sucesso ao controlar como eles se espalham. Mas Fogg diz que para os que estavam no lugar certo na hora certa -no final de 2007- as coisas foram diferentes. “Houve um período em que você podia chegar e encontrar ouro”, diz.

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Vodka promove “roleta-russa” no Facebook

09 05.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:34 ]

A vodka Russian Standard, um dos maiores orgulhos etílicos da terra de Rasputin, vem ganhando destaque nas mídias sociais com uma campanha tão criativa quanto politicamente incorreta.

A ação gira em torno da promoção de um game fake, chamado Roleta Russa no Facebook, o primeiro jogo em que você pode perder sua vida virtual.

Funciona assim: você se conecta a quatro amigos através da famosa página de relacionamento social e, juntinhos, brincam de puxar o gatilho uns nos outros, com apenas uma bala no tambor do revólver.

Quem leva tiro recebe um atestado de óbito virtual e tem sua conta no Facebook apagada, para toda a eternidade, amém. O vencedor, depois de sobreviver a diversas etapas, ganha uma semana de diversão na Rússia, tudo, logicamente, regado a muita vodka.

Claro que tudo não passa de uma grande tiração de onda, começando pelo fato de que o Facebook jamais aprovaria um jogo em que o site perderia incontáveis seguidores.

Mas o lado cômico da situação é que muita gente ainda não percebeu a blague e estão contestando o concurso.

Vejam alguns comentários abaixo que estão na página do site Ads of The World.

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Bilionários por acaso? O car@l#o!

27 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 4:47 ]

Se tem uma coisa que eu detesto do fundo do meu esôfago são essas matérias de revistas ou livros do tipo “Fique Milionário em 1 dia”, “10 Passos para Enriquecer” e “Como Conseguir 1 milhão antes dos 30 anos”, etc, etc, etc.

Se você acha que meu ódio está sedimentado na inveja, errou. Continuo tendo que vender a coxinha do almoço pra comprar a empadinha do jantar, mas meu orgulho permanece intacto, fazendo companhia ao hímen da Madre Teresa de Calcutá.

Minha ojeriza, na verdade, é oriunda da mentira que é usada como matéria-prima para confeccionar essas aberrações.

Tais reportagens e livros vendem (e são vendidos muito bem) a ilusão que é fácil ser milionário. Que basta ter uma ideazinha legal e sorte para estar com a vida feita.

Esse tipo de produto já existe há muito tempo. Porém, mais recentemente, o livro Bilionários por Acaso e o filme A Rede Social – que não é essa Coca Cola toda pra ter tantas indicações ao Oscar – é que estão sendo grande alavancadores desse pensamento turvo.

Eles estão fomentando o mito que Mark Zuckerberg, um dos criadores do Facebook, é um cara sortudo. Um geniozinho que nasceu com o rabo virado pra lua.

Bullshit.

Veja: não vou entrar no mérito de quem roubou a idéia de quem. Se o menino prodígio traiu seu amigo Eduardo Saverin ao tirá-lo do comando da empresa. Deixo esse assuntos para os advogados das partes se entenderem.

O fato é que ninguém fica rico, milionário ou bilionário por acaso.

É preciso ralar. Estudar muito. Ser ousado. Pensar diferente. Fazer networking. Atropelar os concorrentes. E acima de tudo: acreditar no seu potencial.

Quando o Facebook era só uma promessa, Zuckerberg recusou duas propostas milionárias para vendê-lo. Quando o mais lógico parecia ser vender anúncios no site, poluir a tela com milhares de banners, ele achou melhor esperar, até encontrar a melhor maneira de ganhar dinheiro com o site (benditas sejam as vaquinhas do Farmville!).

Pra quem ainda ainda não está convencido, recomendo a leitura da ótima coluna do Elio Gaspari, do último domingo, que aborda o livro “Efeito Facebook”, que parece analisar a história do site de relacionamento com mais neutralidade e menos sensacionalismo.

E, antes de encerrar, vamos combinar de uma vez por todas. Só tem um jeito de você ficar rico por acaso. Acertando na loteria. Só. O resto são derivativas e combinações de tudo que eu citei acima. Mesmo se você enriquecer via roubo não será por acaso. Você vai ter que planejar e executar a ação muito bem pra não acabar indo pro xilindró.

Certo, malandrão?

PS: Já que falamos em Facebook, não esqueça de clicar no botão Curtir, se você gostou deste post.

Chegou Skoob: o Facebook dos livros

21 08.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 13:11 ]

Primeiro foi o Twitter com o Moovee.me

Agora é a vez do Facebook ver seu conceito ser utilizado com um viés segmentado.

O Skoob é uma mídia social colaborativa exclusivamente voltada aos livros.

O mecanismo é bem semelhante às outras ferramentas sociais.

Você escolhe os livros que leu ou que deseja ler, classifica, escreve resenhas, segue outros usuários.

Também é possível emprestar, trocar ou comprar obras.

E quem se cadastrar até o dia 18 de setembro ainda irá concorrer a 100 livros ou a um Ipad.

Assim com o Moovee.me ou autor do Skoob também é brazuca, prova que os internautas brasileiras estão gostando muito desse negócios de redes sociais.

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