Kangibrina

Flipboard: o prazer de customizar sua própria revista

07 04.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 17:07 ]

“Jornalista que não lê jornal é igual dentista que não escova os dentes”.

Até um tempo atrás, essa singela frase me incomodava um pouco.

Me incomodava porquê eu, numa primeira (e equivocada) auto-análise profissional, achava que estava me tornando um dentista com tártaro e – vejam vocês – suspeita de algumas cáries.

O fato é que, já há alguns anos, não tenho muita paciência de ler jornais ou revistas, ver telejornais e ouvir rádio.

Aquele cara que passava horas diárias debruçado sobre o Estadão, a Folha, a Gazeta Esportiva e o Valor, que não via a hora de chegar a Veja (meldels!) e a Istoé (meldels!!!!!) em casa, que não conseguia passar em frente de uma banca sem comprar a Placar, a Grid, a Set, a Bizz e a Caros Amigos, e ficava mudando de canal a toda hora para não perder um segundo sequer do noticiário do rádio e da TV, estava sumindo.

Em seu lugar começava a aparecer um sujeito que preferia ficar horas navegando, tentando entender o que era aquela revolução que estava acontecendo atrás das telas de nossos computadores, e fazendo dezenas de cursos (empreendedorismo, história da arte, aperfeiçoamento para executivos, marketing digital) que, aparentemente, não tinha muito a ver com jornalismo.

Até que um dia, um professor do MBA, chamado Romeo Busarello, disse algo que me ajudou entender melhor o que estava acontecendo comigo: “Uma mente uma vez expandida jamais volta ao seu estado de origem”.

Sim. Foi o que bastou para que eu percebesse que não estava me tornando um dentista negligente, e sim um dentista mais sofisticado, com outros interesses, novas idéias, e que achava ser só dentista algo muito monótono. Hoje, não sou mais só jornalista, sou um gestor de comunicação corporativa integrada.

Por isso, a falta de vontade de ler, ouvir e ver coisas repetidas, cotidianas, que não me interessavam mais.

Podem me chamar de alienado, de cabeça de vento, mas notícias sobre corrupção, crimes, guerra, saúde, trânsito, prestação de serviços em geral e muitos outros assuntos factuais que somos obrigados a consumir paralelamente quando acessamos os meios de comunicação tradicionais despertam em mim uma imensa sensação de tédio, de deja vu.

Acho a maioria dos âncoras e comentaristas, das mais diversas editorias, um bando de chatos de coturnos.

Gente que só fala o óbvio, que reclama, reclama, reclama, reclama e pouco propõe alternativas.

Veja: isso não significa que eu não tenha noção do que está acontecendo. Sei, e muito bem. É que, com a experiência, as coisas começam a ser tornar óbvias e fácil de entender.

Eu gosto mesmo é de ler sobre projetos, idéias, novas tecnologias, empreendimentos, soluções estratégicas, gente que está fazendo e acontecendo.

São coisas que me inspiram, que me desafiam, que agregam conhecimento.

Bom, depois de toda essa napa de cera confessional, vamos ao tema deste post.

E você, nobre leitor, sabe onde eu encontro tudo isso, com noticias atualizadas 24 horas sobre mídias sociais, propaganda, cinema, futebol, negócios, música, do jeito que eu quero?

Na minha revista, no Flipboard.

Para quem não sabe, o Flipboard é um aplicativo (gratuito) para iPad, em que você lê as mensagens do seu Twitter e do seu Facebook como se fosse uma revista.

E como é você que escolhe quem seguir no passarinho azul e quem é seu amigo no brinquedinho do Zuckerberg, a tendência é ter acesso a um conteúdo que lhe interessa.

É uma revista online customizada, com vídeos, fotos, games, softwares, que você muda a hora que bem quiser.

Agora, ler revista voltou a ser algo prazeroso.

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