Kangibrina

Gisele: manual de uso

26 09.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 9:40 ]

Gisele Bundchen é a brasileira mais famosa do mundo. Bonita, sinônimo de mulher independente e bem-sucedida, venceu na carreira por sua determinação e competência.

Não é à toa que a modelo é uma das celebridades mais cobiçadas pelo mercado publicitário.

Gisele já estrelou campanhas para a Vivara, Dolce & Gabanna, Ipanema, C&A, Sky, Nívea, Victoria’s Secret, Vivo, Volkswagem…

Tem marcas, como a Sky (aquele filme que ela ensina como o Pelé deveria ter feito o gol por cobertura é genial), que fazem bom uso da modelo.

Outras, nem tanto.

A Hope, por exemplo.

Pagou um cachê milionário pra beldade fazer 3 comerciais cretinos, que rebaixam a mulher a um ser que bate o carro, ultrapassa o limite do cartão de crédito e é submissa ao marido.

Tudo que Gisele não é. E tudo que as brasileiras vem lutando há décadas para não ser.

E no final a modelo diz: “Você é brasileira, use seu charme”.

É pra isso que a Hope quer que suas consumidoras comprem seus produtos? Pra não chatearem seus maridos? Em que década a marca acha que estamos?

Ah, era pra ser engraçadinho? Pois não ficou.

Então fica a dica: se sua marca for contratar a Gisele Bundchen, faça uma campanha à altura, ok?

PS: O mesmo vale para a Fiat, que usou o fodástico Dustin Hoffman naquela porcaria de campanha do Cinquecento.

ATUALIZANDO (28/9)

E não é que a Secretaria Política para as Mulheres pediu a suspensão da campanha?