Kangibrina

O início do fim dos jornalões impressos

01 09.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 20:42 ]

Hoje, 31 de agosto de 2010, é uma data emblemática.

Ela marca a circulação da última edição em papel do Jornal do Brasil

Agora o jornal só estará disponível na internet.

É o início de um processo irreversível.

O JB é o primeiro dos jornalões a se curvar diante das evidências (tudo bem que esse pioneirismo está muito mais ligado à redução de custos do que propriamente visão de futuro).

Informação virou comodite.

Ela pode ser acessada a qualquer dia, horário e local, pelo notebook, pelo desktop, pelo celular e, muito em breve, pelo IPad.

Hoje em São Paulo existem três jornais diários de distribuição gratuita (Metro, Destak e MTV na Rua).

Ou seja: informação em papel não vale mais nada.

Os meios de comunicação tem que estar preparados para essa mudança e repensar seu modelo de negócio.

Ninguém vai querer pagar por notícia. Não haverá mais assinaturas, a não ser para conteúdos muito, muito exclusivos.

Mas acreditem: existem várias maneiras de ganhar dinheiro com essa revolução.

Propaganda segmentada, remunerada por acesso, é só uma delas.

Essa revolução midiática veio para quebrar paradigmas, incentivar a criatividade e intensificar o livre acesso à informação.

E por isso é muito bem-vinda.