Kangibrina

Os (novos) donos do (novo) mundo

20 02.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 14:13 ]

Reparem bem na foto acima, que eu surrupiei do Mashable.

Ela foi tirada na última quinta-feira (17), no jantar que o presidente dos EUA, Barack Obama, ofereceu para os barões do Vale do Silício.

Steve Jobs (ou um sósia dele, já que, dizem os maus bites, ele está muito doente e tem poucos meses de vida), MarK Zuckerberg (Facebook), Dick Costolo (Twitter) e Erick Schmidt (Google) foram alguns dos presentes.

Steve Ballmer (Microsoft) não foi convidado pois já esteve em duas audiências com o presidente neste ano.

Essa imagem emblemática tem um significado muito especial pois nos mostra quem são os (novos) donos do (novo) mundo.

Você pode até recusar, dizer que é um exagero, mas nossas vidas estão nas mãos e mentes desses caras.

São eles que ditam o que vamos consumir, como vamos nos comportar, no que vamos acreditar.

Se somados os faturamentos das empresas que eles comandam, certamente seria superior ao PIB da grande maioria dos países.

Não demorará muito para que cada habitante desse planetinha azul tenha um smartphone, tablet, ou o que mais inventarem.

O futuro que era mostrado em minha infância, definitivamente chegou.

Sei que os ramos mais tradicionais, como o automobilístico, o petrolífero e o têxtil ainda faturam horrores, mas quem manda agora é essa turminha aí da foto.

Se você tem dúvidas, pode checar no Google do seu Mac, e depois mandar um tuíte a respeito.

PS1: repararam quem são as pessoas sentadas mais próximas ao presidente? Jobs e Zuckerberg…

PS2: se daqui quatro anos o próximo presidente dos EUA fizer novamente uma reunião com os donos do novo mundo, será que os convidados serçao os mesmos? Duvido: do jeito que o mundo anda em um estado Beta permanente, certamente uns 40% dessa mesa serão substituídos.

Bilionários por acaso? O car@l#o!

27 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 4:47 ]

Se tem uma coisa que eu detesto do fundo do meu esôfago são essas matérias de revistas ou livros do tipo “Fique Milionário em 1 dia”, “10 Passos para Enriquecer” e “Como Conseguir 1 milhão antes dos 30 anos”, etc, etc, etc.

Se você acha que meu ódio está sedimentado na inveja, errou. Continuo tendo que vender a coxinha do almoço pra comprar a empadinha do jantar, mas meu orgulho permanece intacto, fazendo companhia ao hímen da Madre Teresa de Calcutá.

Minha ojeriza, na verdade, é oriunda da mentira que é usada como matéria-prima para confeccionar essas aberrações.

Tais reportagens e livros vendem (e são vendidos muito bem) a ilusão que é fácil ser milionário. Que basta ter uma ideazinha legal e sorte para estar com a vida feita.

Esse tipo de produto já existe há muito tempo. Porém, mais recentemente, o livro Bilionários por Acaso e o filme A Rede Social – que não é essa Coca Cola toda pra ter tantas indicações ao Oscar – é que estão sendo grande alavancadores desse pensamento turvo.

Eles estão fomentando o mito que Mark Zuckerberg, um dos criadores do Facebook, é um cara sortudo. Um geniozinho que nasceu com o rabo virado pra lua.

Bullshit.

Veja: não vou entrar no mérito de quem roubou a idéia de quem. Se o menino prodígio traiu seu amigo Eduardo Saverin ao tirá-lo do comando da empresa. Deixo esse assuntos para os advogados das partes se entenderem.

O fato é que ninguém fica rico, milionário ou bilionário por acaso.

É preciso ralar. Estudar muito. Ser ousado. Pensar diferente. Fazer networking. Atropelar os concorrentes. E acima de tudo: acreditar no seu potencial.

Quando o Facebook era só uma promessa, Zuckerberg recusou duas propostas milionárias para vendê-lo. Quando o mais lógico parecia ser vender anúncios no site, poluir a tela com milhares de banners, ele achou melhor esperar, até encontrar a melhor maneira de ganhar dinheiro com o site (benditas sejam as vaquinhas do Farmville!).

Pra quem ainda ainda não está convencido, recomendo a leitura da ótima coluna do Elio Gaspari, do último domingo, que aborda o livro “Efeito Facebook”, que parece analisar a história do site de relacionamento com mais neutralidade e menos sensacionalismo.

E, antes de encerrar, vamos combinar de uma vez por todas. Só tem um jeito de você ficar rico por acaso. Acertando na loteria. Só. O resto são derivativas e combinações de tudo que eu citei acima. Mesmo se você enriquecer via roubo não será por acaso. Você vai ter que planejar e executar a ação muito bem pra não acabar indo pro xilindró.

Certo, malandrão?

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