Kangibrina

Palmeiras faz PVC chorar

07 12.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 15:52 ]

Paulo Vinícius Coelho – o popular PVC – é disparado o melhor jornalista futebolístico do país e, certamente, um dos melhores do mundo.

Além de uma memória fenomenal para relembrar fatos, tem profundo conhecimento de táticas futebolísticas.

Sua leitura de jogo é invejável.

Ele consegue enxergar muito além do óbvio e – para desespero dos achistas preguiçosos que permeiam a crônica esportiva- fundamenta todas as suas afirmações com estatísticas.

Outra virtude é sua imparcialidade.

PVC é capaz de comentar sobre o título de um time e o rebaixamento de outro com igual serenidade. Mesmo que seja o Palmeiras, seu time de coração.

E outra: ele não fala sobre a vida pessoal de jogadores, técnicos e dirigentes , ao contrários de muitos coleguinhas que acham que jornalismo é noticiar que o técnico X joga pôquer e o dirigente Y fuma.

Por conta de tudo isso fiquei muito surpreso ao ver PVC, do alto de sua imparcialidade e frieza, ficar emocionado ao falar do Verdão.

Foi num dos 20 mini-documentários que Petrobras patrocinou (aliás, uma bela ação promocional), sobre as 20 torcidas dos clubes da Séria A do Brasileirão.

Emocionado, e em alguns momentos com os olhos marejados, ele fala sobre a origem do Palmeiras, seus sentimentos com relação ao clube e, fundamentalmente, sobre o título paulista de 1993, que acabou com um jejum de quase 17 anos sem título.

Vale a pena ver o vídeo. Seja você alviverde ou não.

PS1: PVC afirma que o gol do título de 1993 não foi o último, marcado por Evair, e sim o primeiro, anotado por Zinho. Eu discordo. O gol do título foi feito por Viola, na primeira partida da decisão, vencida pelo Corinthians por 1 x 0, quando fez a fatídica imitação do porco.

Aquilo, definitivamente, mexeu com os jogadores do Verdão. Luxemburgo, que de bobo não tem nada, colocou recortes de jornais com a provocação por todo o vestiário do CT.

O elenco ficou mordido e ganhar o título virou questão de honra. O porco de Viola conseguiu unir jogadores que se detestavam, como Edmundo, Evair e Antonio Carlos.

Não fosse aquele imitação, tenho certeza que ficaríamos mais algum tempo na fila.

PS2: aposto que você pensou outra coisa quando leu o título, né? Rá. Pegadinha do Mallandro.