Kangibrina

Uma festa com a síndrome de vira-lata

09 06.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 14:50 ]

Ronaldo, o Fenômeno, dispensa apresentações.

Três vezes eleito melhor jogador do mundo, maior artilheiro da história das Copas do Mundo (competição que venceu por duas vezes), além de campeão da Copa América, das Confederações, da UEFA, da Recopa etc, etc, etc.

Enfim, um cara fodão. E o melhor: brasileiro!

Isso mesmo, minha gente: um vencedor brasileiro!

Por conta disso, o Gordo, em seu crepúsculo no gramados, merecia não apenas um jogo oficial de despedida da seleção, mas uma festa de arromba, com toda a pompa e circunstância, a ponto de fazer os organizadores do Baile da Ilha Fiscal se revirarem nos caixões de inveja.

Pensando nisso, na terça passada, fui ao Pacaembu com expectativa de ver um grande espetáculo, dentro e fora dos gramados.

Mas não foi o que aconteceu.

E não me refiro apenas ao fato da peleja não ter sido lá grandes coisas e do atacante ter ficado devendo o tão aguardado golzinho que todos queriam ver.

Minha bronca é que o Ronaldo teve uma despedida indigna até do Felipe Melo.

Ao invés da entrada triunfal à meia luz, cheerleaders de minissaias segurando pompons, pirotecnias mil, gelo seco, raio laser, banda de fanfarra, serpentina, confete e esquadrilha da fumaça, o que o público testemunhou foi uma situação melancólica, meio deprimente até.

Foi uma festa caidassa, tímida, silenciosa, que teve o MC Anticlimax como anfitrião.

Deu a impressão que todos ali estavam com vergonha de participar de uma celebração em homenagem a um cara que se destacou no esporte mais popular do planeta.

De diferente mesmo, o R9 teve seu nome anunciado com ênfase pelo locutor do estádio quando entrou na partida, fez seu pronunciamento no intervalo e deu a volta olímpica.

Só! Mais nada.

Muito pouco para um cara do porte (dessa vez sem trocadilhos, ok) do atacante.

Foi um evento tipicamente organizado por gente com síndrome de vira-lata, como dizia o célebre Nelson Rodrigues.

Bem diferente de uma festa organizada por gente que dá o devido reconhecimento aos seus ídolos, como os norte-americanos fizeram na despedida de Michael Jordan das quadras.

O cara foi aplaudido de pé por 3 minutos!

Outro exemplo de festa bem melhor do que a do Ronaldo foi a da despedida do Palermo (sim, o fulano que errou 3 pênaltis numa mesma partida), do Boca (dica do @danilovicente)

Só espero que o meu Verdão, quando São Marcos pendurar as luvas no final do ano, faça algo melhor, à altura de sua história.

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