Kangibrina

Gainsbourg: o rei do pop francês

02 08.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 23:58 ]

Serge Gainsbourg era um ilustre desconhecido para mim até este final de semana, quando vi sua cinebiografia, “Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres”.

Pianista por imposição familiar e desenhista por aptidão, este francês com nome de físico nuclear russo foi, durante as décadas de 1950/60/70, um dos maiores ícones pop da terra da baguete. Talentoso, ia do jazz ao pop, do rock à música de bordel com a mesma velocidade com que acendia cigarros.

Como um Jerry Lee Lewis da Cidade Luz, usava a música para chocar o público (como a mundialmente conhecida Je t’aime moi non plus , a versão reggae de A Marselhesa, que causou revolta entre os nacionalistas e a sarcástica Nazi Rock – sim, como o sobrenome denuncia, Serge é judeu) e conquistar as mulheres.

Por sua cama passaram as atrizes Jane Birkin e Brigitte Bardot – aliás, a cena em que ela dança vestindo apenas um lençol enquanto Serge toca piano já vale o filme – e a cantora Juliete Gréco, só para ficar entre as mais famosas.

Fumante inveterado, alcóolatra nada anônimo, ele também enveredou pela sétima arte, dirigindo e atuando em diversas películas, muitas de qualidade duvidosa.

Além do caráter biográfico, o filme também brinca com o realismo mágico, usando um alter ego imaginário em estilo cartum, que é a cara do Adrien Brody.

O longa não é nenhuma obra-prima, mas cumpre bem o papel de divulgar para o mundo a existência dessa talentosa e polêmica figura.

Recomendo.