Kangibrina

The Office e a nobre arte de saber a hora de parar

15 04.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 12:17 ]

Há uns 9 meses escrevi um post que não foi lá muito bem recebido pela galera, o Roqueiro bom é roqueiro morto.

Entendo muito bem o porquê.

No texto, eu, roqueiro velho de guerra, que tomava Nescau com Campari na mamadeira, mexo com a paixão de milhões de pessoas ao alegar que não gosto de bandas de rock com mais de 20 anos de idade que continuam na ativa, pelo fato de já terem passado do auge criativo e de serem obrigadas a entrar num looping insurportável de velhos sucessos.

Nessa encarnação midiática do mito de Sísifo, elas acabam se tornando aquele velho leão de circo, desdentado e desinteressado, que é obrigado a rugir como se estivesse caçando na savana, para entreter o público.

Ao meu ver, é muito melhor parar com dignidade, em alto nível, e partir para outros projetos ou se reinventar (David Bowie, Madonna, Jello Biafra souberam fazer isso durante um tempo), do que ficar anos e anos e anos se arrastando às custas de um passado que foi glorioso.

E isso vale para tudo na vida.

Tudo mesmo. Até mesmo para sitcoms.

Vejam o The Office, por exemplo.

A série, que renovou o humor da TV, já vinha apresentando sinais de desgaste desde o casamento de Jim e Pam (ah, Jenna Fischer…).

Agora, com a saída de Steve Carell (SÓ o protagonista e produtor do seriado) para a entrada do babaca do Will Ferrell (a confirmar, por enquanto ele só irá participar de 4 episódios), foi a deixa que precisava para chamar o padre para dar a extrema unção.

O problema é que como a série ainda dá boa audiência, a NBC vai esticá-la o máximo que puder.

Isso significa o investimento em soluções apelativas (Ferrell) ou em tramas secundárias (Erin e Andy) ou repetidas (Dwight tentando virar chefe), o que fará a atração ir perdendo ainda mais a qualidade.

Tudo o que tinha de bom já foi explorado dentro da sitcom. O The Office já deu sua contribuição para a história do humor, da TV e na nossa, e somos muito gratos.

Acontece que as coisas precisam fluir.

Quanto mais demorar, pior. O risco é ficar parecendo um Simpsons da vida, aquele programa que você até assiste, mas nem sabe mais porquê.

Saber a hora de parar é uma nobre arte, dominada apenas por poucos seres.

Incrível como as pessoas, independentemente de sua idade, classe social, grau de escolaridade, religião ou raça, têm uma dificuldade imensa de saber lidar com o fim das coisas, de encerrar e iniciar ciclos.

Elas geralmente são tão inseguras e egoístas que fazem de tudo para evitar que a vida siga seu rumo natural, conhecida desde os tempos mais remotos: tudo tem inicio, meio e fim.

Mas, com exceção da morte, todo o fim abre a porta para um novo começo.

Perdão pelo chavão. Mas essa frase expressa tão perfeitamente o sentido do que quero dizer que não pude evitá-la.

As oportunidades estão aí.

Saber passar o bastão e lutar por coisas novas é obrigação de todos nós.

Todos nós que acreditamos na evolução do ser humano.

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Como fazer product placement em programas humorísticos

10 08.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 18:39 ]

Promover product placement em programas caústicos, politicamente incorretos, é algo delicado e que deve ser muito bem pensado, tanto pelo anunciante quanto pelos produtores do humorístico.

A inclusão do produto deve se encaixar ao roteiro de forma natural, sem parecer forçado, e de uma maneira que não desabone a marca ou ofenda seus consumidores.

Caso contrário, o que era pra ser divertido, inusitado, gera buzz por motivos inversos ao imaginado, transformando-se em um verdadeiro tiro no pé.

Missão difícil, não pequeno gafanhoto?

Difícil mas não impossível.

A Microsoft e a Toyota, duas gigantes de seus setores, resolveram ousar e estabelecer parcerias com as sitcoms Family Guy e no The Office, respectivamente.

Não gostei muito do resultado da dobradinha Microsoft/Family Guy (abaixo. A próposito: peço desculpas pela má qualidade do áudio e do vídeo. Foi o único que consegui encontrar).

Embora a empresa do Tio Bill tenha acertado na faixa etária dos telespectadores (18 a 30 anos) para promover o XBox 360, a forma como o game foi colocado na história não foi muito feliz para o anunciante.

Para conseguir o perdão dos filhos, Peter, que já havia tentado de tudo, anuncia: “Bom, acho que não tenho outra alternativa pra conseguir o amor de vocês de volta…Quem quer um XBox 360 novo?”. Dá certo.

Dentro do contexto da série, a colocação ficou ótima. Já pra Microsoft, tenho lá minhas dúvidas.

Gostei mais da parceria entre a montadora japonesa e o seriado de Steve Carell.

O motor silencioso do Prius, o carro híbrido da Toyota, é o trunfo que Andy usa para se aproximar de seu rival Dwight sem que ele perceba e prensá-lo contra a parede.

A propósito: a Toyota também promove o Prius no Family Guy. É o carro que o Brian, o cachorro da família (que ironicamente, é o mais culto e moderno de todos), dirige.

Só falta escolher o sabor da pizza…

23 04.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 22:02 ]


A não ser que São Paulo seja invandida por um exército de zumbis ou que o Verdão anuncie a contratação do Messi, não ouse me incomodar neste domingo entre 21h e 23h.

Estarei em um retiro doméstico, devidamente acompanhado de pizza & cerveja, vendo as estréias do The Cleveland Show e das novas temporadas do The Office, Family Guy e American Dad.

Tamos combinados?

Quem quiser saber mais sobre essas séries ponha a seta do mouse aqui.

Top 5 – Melhores Cenas do The Office

01 02.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 0:27 ]

1) Dwight, em depoimento, afirmando com naturalidade ímpar: “Eu fiz minha própria circuncisão”

2) Oscar, usando a metáfora da banca de limonada, para que Michael entendesse o que era excedente de verba

3) Jim imitando Dwight

4) Michael, no saguão de um hotel no Canadá, explicando que “concierge era uma espécie de gueixa local”

5) Jim mandando “faxes do futuro” para Dwight

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Top 5 (sitcoms)

21 07.2009
Por Denis Zanini Lima [ postado às 13:17 ]

Continuando com os top 5, baseados no filme Alta Fidelidade, segue minha lista de sitcoms prediletos.

1) Seinfield
2) Friends
3) Scrubs
4) Malcolm in the Middle
5) The Office

“A” Comédia da Vida Corporativa

08 03.2009
Por Denis Zanini Lima [ postado às 17:30 ]

Domingo que vem estréia a nova temporada de The Office, no canal FX.

É o melhor sitcom da atualidade ao lado de Family Guy e Scrubs.

Será um prazer rever as atuações hilariantes de Steve Carell (Michel) e Rainn Wilson (Dwight) e o charme recatado de Jenna Fischer (Pam).

Vale conferir!

Em tempo: a música tema é a coisa mais deliciosamente grudenta desde “I´ll be there for you”, do finado Friends. Clique aqui e ouça

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