Kangibrina

Tirando a vingança da geladeira

04 12.2009
Por Denis Zanini Lima [ postado às 2:31 ]

Além dos quatro jogos decisivos neste final de semana envolvendo os postulantes ao título (Palmeiras, Inter, São Paulo e Flamengo), mais uma partida merece ser observada com muita, mas muita atenção.

Meu instinto de aranha está mais do que convencido que Luxemburgo usará a partida do seu (seu mesmo) Santos contra o Cruzeiro para se vingar de Beluzzo e do time de Parque Antártica. Mesmo que para isso tenha que entregar o jogo.

O raciocínio do professor é simples. Já que o Santos não almeja mais nada neste ano e a demissão imposta pelo presidente alviverde o privou do título brasileiro (sim, ele teve a desfaçatez de afirmar que teria sido campeão com duas rodadas de antecedência se estivesse no Porco) e de disputar a Libertadores 2010 ele fará de tudo para dar troco.

O Cruzeiro vencendo e o Verdão perdendo para o Botafogo (dois resultados plenamente factíveis), o time mineiro ficará com a vaga para o torneio mais cobiçado da América do Sul.

Além de seu caráter nefasto, o que, ao meu ver, reforça as más intenções de Luxa é que ele não deve ficar no Santos no próximo ano, independente do resultado das eleições de diretoria do clube.

O destino do Madureira deverá ser o Inter. Por isso não estranharei se o Peixe entrar em campo com um time inteiro de reservas e, logo na sequência, Luxa anunciar sua despedida e pegar as malas rumo a Porto Alegre.

O Palmeiras que trate de pelo menos empatar seu jogo. Porque na Vila Belmiro o estrategista estará esperando ansiosamente o momento de servir o lauto prato de vingança que repousa em sua geladeira desde agosto.

O malandro, o prodígio, a esperança

29 06.2009
Por Denis Zanini Lima [ postado às 11:51 ]

Vanderlei Luxemburgo, o malandro, só estava aguardando a oportunidade certa para abandonar o Palmeiras.

A transferência de Keirrison encaixou-se como uma luva para suas pretensões.

De forma pensada,forçou uma situação que obrigou a diretoria a demiti-lo.

Agora, está livre para levar sua filo$ofia para outros rincões.

Keirrison, o prodígio, começa a trilhar o caminho que o levará ao estrelato internacional.

Apesar de ter passado em branco em jogos decisivos, mostrou que tem faro de gol e torço por ele em sua nova empreitada.

Já Muricy, a esperança, está sendo aguardado com muita ansiedade no Parque Antartica.

Forza Palestra!!!

O professor aloprado

29 05.2009
Por Denis Zanini Lima [ postado às 15:48 ]


Lembro-me da primeira partida de Luxemburgo no comando técnico do Palmeiras, em 1993.

O Verdão enfrentava o Vitória em casa e precisava ganhar para seguir na Copa do Brasil.

No meio do segundo tempo, com o placar inalterado, uma substituição já feita (naquele tempo só podiam ser feitas duas alterações) e sem atacantes de ofício no banco, Luxa dá um golpe de mestre: colocou o zagueiro Alexandre Rosa no lugar do lateral João Luis.

O Parque Antartica ficou atônito. Ninguém entendeu nada. O time precisava ganhar e ele saca um lateral para por outro defensor? Não seria melhor optar por um meia, pelo menos?

Até que aos poucos o time se reposicionou taticamente e as coisas começaram a ficar mais claras.

O zagueiro Antonio Carlos, alto e habilidoso, foi para o ataque, como um centroavante nato; o lateral Roberto Carlos foi liberado de marcar e ficou na frente, cruzando bolas como uma legítimo ponta esquerda.

Genial. De tanto pressionar o Palmeiras fez 1 x 0 e garantiu sua permanência no torneio.

A partir daí a história de Luxemburgo é mais do que conhecida. Tirou o Palmeiras da fila, ganhou inúmeros campeonatos, revelou e reinventou jogadores, formou verdadeiros esquadrões e colocou definitivamente seu nome no hall da fama dos treinadores brasileiros como “O Estrategista”.

O problema – para nós palmeirenses – é que o Luxa dos últimos meses não é nem sombra do que foi no passado.
Não é de hoje que o “professor” está desestabilizado emocionalemente.

É visível que ele não tem mais tesão de viver o dia a dia do futebol. Irrita-se por qualquer coisa e já brigou com Deus e o mundo.

Em português claro: está de saco cheio de tudo.

E o destempero do treinador reflete-se diretamente na equipe. O time é extremamente previsível. Afoba-se rapidamente quando não faz ou toma gols. E o pior: não tem nenhuma jogada ensaiada.

Diferentemente dos “nós táticos” que infligia aos adversários no passado, as substituições que Luxemburgo faz hoje por atacado, ainda no primeiro tempo (o que foi aquilo no jogo contra o Nacional?), mostram-se muito mais sinal de desespero do que visão tática. Tanto que não surtem efeito desejado.

E porquê Luxa continua se submetendo a tanto desgaste sem necessidade aparente?

Financeiramente não precisa trabalhar mais. Fez um pé de meia bem polpudo. Títulos têm de sobra, embora internacionalmente ainda careça de um de expressão no currículo.

A verdade é que Luxa só permanece técnico pois almeja voltar ao comando da seleção brasileira, de onde foi destituído por uma série de escândalos pessoais.

Sua esperança é que Dunga fracasse em 2010 e seja chamado por Ricardo Teixeira como o grande salvador para a Copa de 2014, no Brasil.

Isso tem reais chances de acontecer. A seleção não inspira confiança e Dunga nunca foi unânimidade nem dentro da própria CBF.

Mas para isso o “professor” precisa de uma vitrine. Tem de ficar em evidência para quando surgir a oportunidade não ser esquecido ou trocado por um Muricy, um Mano Menezes um Autuori.

O problema, para nós palmeirenses, é que até lá esse Luxa sem tesão, de saco cheio, emocionalmente instável e de olho em outro cargo, tende a nos custar muito caro…