Kangibrina

Além de logos, estimule seu filho a reconhecer obras de arte

24 02.2012
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:46 ]

Achei muito bacana um vídeo gringo que bombou há algumas semanas mostrando uma menina de cinco anos reconhecendo e comentando sobre logos famosos.A perspicácia dela é cativante. Imagino que qualquer publicitário queria ter uma filha assim…

Mas sabe o que seria infinitamente mais bacana? Uma criança de cinco anos – ou até mais – que reconhecesse pinturas famosas. Não seria o máximo?

Até porque, depois de mais alguns anos, não é nada demais um baixinho reconhecer marcas. É até natural. Mas um pimpolho que reconheça e converse sobre artes, ah, isso sim seria um fenômeno.

E com uma outra grande vantagem: reconhecer e conversar sobre pintura e artes em geral continua sendo um diferencial na adolescência e na vida adulta.

(E aqui vai um segredinho do tio para os meninos que ainda usam calças curtas: as mulheres adoram um cara que entenda de artes e afins…)

Na apresentação acima há algumas obras famosas com o nome de seus respectivos autores, que podem servir como inspiração para que pais e filhos conversem e pesquisem a respeito desse edificante assunto.

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O que dá misturar skate e spray? Isso!!!

19 11.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 1:45 ]

Grafit.am mapeia arte de rua

16 05.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 12:44 ]

O grafite é, sem dúvida, o grande responsável por colocar mais cores na cinzenta escala pantone de São Paulo.

Na capital paulista e também em diversas outras cidades, a arte de rua está onipresente em milhares de muros, viadutos, tapumes, estações de trem, tornando o meio urbano mais vivo, reflexivo, diferenciado.

O projeto Grafit.am foi criado para divulgar e compartilhar a localização dessas manifestações artísticas, utilizando para isso as mídias sociais.

Para participar basta compartilhar uma imagem de arte de rua pelo Instagram com a hastag #grafit.am, e informar sua respectiva localização.

Assim, qualquer pessoa pode ver a imagem via mobile e, se quiser conferir pessoalmente, basta checar sua localização.

Neste post estão algumas das fotos que fiz para o projeto. Quem estiver a fim de ver mais é só me seguir no Instagram (@deniszanini).

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Os Ramones vivem…

20 04.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 9:57 ]

…em um muro na Vila Madalena.

Hey Ho! Let´s Go! Forever!

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Água também é cultura

21 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 4:01 ]

Esse espetacular aquário virtual gigante é a principal atração da exposição Água na Oca, que fica em cartaz até 8 de maio, no Ibirapuera (se você gostou, aqui e aqui tem outros vídeos que fiz).

O aquário foi instalado no teto do prédio e você vê o filme, de aproximadamente 6 minutos, deitado em um confortável colchão d´água.

A mostra, que está sustentada sob o tripé ecologia/educação/cultura, não é grande e pode ser vista tranquilamente em meia hora.

No último domingo de cada mês a entrada é gratuita.

Recomendo. Principalmente para quem não tem mais saco de todo dia se deparar com notícias associando água à tragédias.

Bienal: artes e benchmark

15 11.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 19:02 ]

A Bienal Internacional de Artes de São Paulo, que fica em cartaz até 12 de dezembro no Pavilhão do Ibirapuera, é um ótimo lugar para sua empresa fazer benchmark.

Como assim, Bial?

Benchmark? Lá não é onde uns caras estranhos expõem umas paradas cabeça, tipo um carro feito de arame farpado e enfeitado com pipoca, um liquidificador que quando acionado executa serenatas, uma foca empalhada com cabeça de elefante e coisas do gênero ?

Sim. E não.

De fato, a proposta central da Bienal é dar espaço a produção artística contemporânea, buscando abrir caminhos e consolidar tendências.

Por isso, muita coisa, mas muita coisa mesmo, é exposta, independentemente da qualidade ou da aceitação inicial da maioria, objetivando, primeiro, o impacto nas pessoas, para que posteriormente gere uma reflexão.

Uma parte recebe o crivo da crítica e do público e, após algum tempo, alcança o status de arte. A outra parte volta a ser simplesmente matéria-prima. Ou lixo.

Ok, Pedro Bó. Mas onde entra o benchmark nessa história?

Simples.

As artes, de uma maneira geral, estão anos luz à frente das corporações no que se refere à criatividade e experimentação.

Como não há regras, pudores ou necessidade de lucro, os artistas têm carta branca para pesquisar novos materiais, tentar junções inusitadas, desafiar o impossível, propor o absurdo.

As peças são fruto da imaginação com uma proposta – geralmente inovadora – de execução.

Ora, a palavra de ordem no mundo corporativo não é de inovar é criar formas de experimentação da marca com o consumidor?

Pois aí está.

Na Bienal, criatividade e experimentação não faltam.

As pessoas páram em frente às obras, comentam, riem, filmam, tiram fotos, manipulam, interagem com elas, e por vezes ficam minutos olhando, de um lado, depois de outro, se agacham, inclinam a cabeça.

Gostando-se ou não da obra, as pessoas passam por uma forte experiência. Que certamente ficarão em seus corações e mentes por algum tempo.

Uma de minhas obras favoritas, “Longe Daqui, Aqui Mesmo”, é uma casa labiríntica de alvenaria simples, com tijolos à mostra, cujas portas são estampadas com capas de livros famosos. No centro da casa, uma sala, com vários livros e um espaço para leitura. Essa biblioteca é composta por livros que qualquer pessoa pode doar na hora. Ou seja: é uma obra em constante expansão, que conta com a participação direta do público.

Fantástico, não?

Há também uma obra com vários beliches juntos em que você pode se deitar, outra em que você entra numa espécie de útero-caverna, outras que estão cobertas e você precisa da ajuda de outra pessoa (lembram daquela Coke Machine de dois andares?) para vê-las, etc, etc, etc

Por essas e por outras, meu amigo, se o pessoal de criação ou do branding estiver sem muitas idéias, recomende uma visita urgente à Bienal.

Garanto que ninguém sairá de lá da mesma maneira que chegou.

Beuys não merecia uma exposição dessas…

25 10.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 9:19 ]

Joseph Beuys era um autêntico agitador cultural, no melhor sentido do termo.

Inquieto, provocador, o artista alemão, falecido em 1986, gostava de descontextualizar a arte, de tirá-la de seu pedestal e jogá-la nos braços do povo.

Seus vídeos, cartazes e múltiplos ajudaram a mudar a forma de enxergar as artes plásticas e lhe deram o status de maior artista germânico do século 20.

Por conta disso a exposição A Revolução Somos Nós, em cartaz no Sesc Pompeía, sobre sua vida e obra, é uma grande decepção.

Ela não lembra nem um pouco o espírito irriquieto de Beuys.

Para começar, a mostra, de revolucionária, não tem nada.

É uma exposição burocrática, fria, estática.

Os cartazes estão lá, bonitinhos, pendurados na parede.

Os multiplos, paradinhos, intocáveis, cobertos por tampos de vidro.

E os videos exibidos em salinhas com pufes e cadeiras.

Parece uma exposição do Masp, no pior sentido do termo.

Lógico que a iniciativa é bem-vinda.

O Brasil merece conhecer mais sobre artistas de renome internacional.

Mas um pouquinho mais de criatividade na hora de montar a exposição ajudaria a tornar a experiência mais interessante e contextualizar melhor o conceito de arte de Beuys.

O mestre da xilogravura

08 10.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 12:22 ]

Em época de Bienal, é natural surgir a pergunta: quem é o melhor artista plástico brasileiro da atualidade?
 
OsGêmeos? Siron Franco? Tunga? Cildo Meirelles? Vik Muniz? Claudio Tozzi? Romero Brito? Tomie Ohtake?
 
Pra mim, nenhum deles.
 
São todos ótimos, é verdade. E adoro seus trabalhos.
 
Mas o cara, o cara, o cara mesmo é Gilvan Samico.
 
“Ah, vai. Não inventa. Aposto que esse cara nem existe”.
 
Existe sim.
 
Samico é um xilogravurista pernambucano das antigas, discípulo de Oswaldo Goeldi e Lívio Abramo, que vive enfurnado em seu ateliê em Olinda.
 
Suas obras misturam ilustrações de cordel com figuras e cenas místicas e bíblicas, e se sobressaem pela simetria e a utilização de elementos mínimos, com poucas cores e traços personalistas.
 
Aí reside o charme de sua obras.
 
Elas são intensas, fortes, mas feitas de forma minimalista, ao contrário da maioria das megaproduções atuais, com zilhões de materiais, cores e suportes.
 
Tanta riqueza com tão pouco não é um processo fácil.
 
Samico produz apenas um xilo por ano . Ele trabalha em esboços de forma exaustiva, guiado pelo perfeccionismo, e só sossega quando atinge um resultado que julga satisfatório para se juntar ao seu universo mágico.
 
Tive a oportunidade de ver uma exposição dele na Pinacoteca de São Paulo, há uns cinco anos.
 
Babei. E não foi pouco.
 
Saí de lá maravilhado e com uma grande certeza: um dia terei um obra original de Samico na parede de casa.
 
Mais obras do cabra você confere aqui.

Longa vida ao Kangibrina

06 10.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 12:53 ]

Paus d´água de todo universo pontocom, sejam bem-vindos ao Kangibrina, o blog do livre pensar sem a ressaca do senso comum.
 
Para quem não sabe, ou seja, todos os desocupados que me lêem neste momento, o Kangibrina é sucessor do Cangibrina, página pessoal criada despretensiosamente por este ébrio, numa crise de insônia, em março ou abril de 2009 – não me lembro direito, confesso, estava bêbado.
 
Mas o que era um singelo passatempo foi, ao longo de 1 ano e meio, ganhando proporções gigantescas.
 
O site ficou famoso no mundo inteiro, o número de seguidores entrou em progressão geométrica, não havia servidor que aguentasse a demanda e por isso foram necessárias mudanças pontuais, que culminaram no nascimento do Kangibrina.
 
Mentira.
 
Não vou enganar vocês.
 
Na real o blog nunca foi um singelo passatempo.
 
Desde o início ele foi criado para ser uma voz crítica e diferenciada nessa avalanche de informações a qual somos submetidos todos os dias.
 
A proposta do (C)Kangibrina foi, é e será abordar marketing, cinema, jornalismo, música, mídias socias, artes plásticas, publicidade, futebol, teatro, humor, tevê e as coisas da vida, com um viés criativo, analítico e inteligente, sem proselitismo.
 
Portanto, aqui você não encontrará videozinhos engraçados que estão bombando na net, posts “maria vai com as outras” sobre assuntos do momento ou defesas de teses intelectualóides que não interessam a ninguém.
 
Como vocês estão percebendo, o nome e a embalagem (ficou bonito esse visu novo, hein?) do produto mudaram, mas o conteúdo continua o mesmo.
 
E agora com uma grande vantagem: está muito mais fácil compartilhar informação.
 
Acima e abaixo de cada post há botões para você disseminar e comentar, via Twitter, Facebook, MSN e outros, as groselhas publicadas aqui.
 
Para facilitar a navegação, os textos foram divididos em categorias, que estão aí no menu do seu lado direito.
 
E, por fim, para deleite dos internautas, todo, absolutamente todo o conteúdo do antigo blog foi migrado para este novo endereço.
 
Ou seja: se você não estiver batendo uma laje, ouvindo uma palestra sobre dialética e hermenêutica ou fazendo colonoscopia, não existe forma melhor de passar o tempo do que navegar pelo Kangibrina.
 
Divirtam-se, fiquem à vontade, comentem e sigam o @KangibrinaBlog no Twitter.

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Muito prazer, Berni

09 09.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 13:29 ]

Nesse feriado de Independência tive a oportunidade de conhecer, no Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires, o trabalho de Berni.

Pouco conhecido no Brasil, Delésio Antonio Berni (1905-1981) é um dos maiores artistas plásticos do modernismo latinoamericano.

Com um forte viés social e permeada pelo uso de técnicas mistas, como xilogravura, óleo sobre tela e colagem, suas obras são viscerais, reflexivas, desconcertantes.

Os protagonistas de suas telas são operários, lavradores, moradores de rua, prostitutas. Todos retratados de forma desperançosa, com rostos gigantes, olhos amendoados, cores intensas.

A série Juanito Laguna, por exemplo, mostra as desventuras de um menino que migra com a família do interior para a cidade, vivendo em condições de extrema pobreza.

A paisagem é composta pela adição de restos de materiais, como latas, papelão, brinquedos. Certamente, Berni foi uma grande inspiração para Vik Muniz.

A mostra cobre 50 anos da produção do artista, sendo possível observar vários estilos. Do novo realismo dos anos 1930, passando pelas manifestações sociais dos anos 1950 e terminando com a repressão política e crítica ao consumismo dos anos 1970.

Não por acaso, até hoje suas obras são utilizadas em cartazes de sindicatos e ONGs argentinas. Andando pelas ruas do centro, tive a oportunidade de ver alguns desses materiais colados em postes e parades.

Vale a pena ver. A exposição fica em cartaz até 3 de outubro.

PS: Por si só o Belas Artes é um grande passeio. São mais de 10 mil objetos, entre pinturas, esculturas, objetos de época. Entrada gratuita.

Pop Art é isso aqui

28 07.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 13:59 ]


A impressionanante obra acima – que mistura a capa do álbum Appetite for Destruction, do Guns & Roses, com o filme A Fantástica Fábrica de Chocolate – é de Dave Macdowell.

E quem diabos é esse cara, que eu nunca ouvi falar?

Macdowel é um artista plástico norte-americano, autodidata, que leva ao extremo o conceito de mashup da cultura pop, do cinema à música, da fotografia à TV, de fatos do cotidiano à artes plásticas, tudo permeado por um surrealismo à lá Dali.

Seus acrílicos sobre tela já foram expostos em várias galerias dos Estados Unidos e faço figas pra que algum dia venha pra cá, em alguma Bienal.

Mais obras você confere no http://www.macdowellstudio.com/

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