Kangibrina

O messianismo exagerado sobre o retorno de Alex

04 10.2012
Por Denis Zanini Lima [ postado às 12:19 ]

Faz uns oito anos que não vejo o meia Alex, ex-Palmeiras, Cruzeiro e Fenarbahçe, jogar. Exatamente desde quando foi parar no futebol turco.

De lá pra cá, só vi alguns gols e jogadas de efeito pela TV e internet. Mais nada. Por isso, seria leviano de minha parte afirmar se ele está jogando bem ou não.

E aposto minha coleção de tampinhas de Grapette que a grande maioria dos torcedores e jornalistas que ufanizam sua volta também não viram mais do que alguns míseros minutos de suas mais recentes atuações.

Daí o meu questionamento quanto ao tom messiânico que vem se dando ao retorno do atleta ao futebol brasileiro. Será que Alex ainda joga tudo isso que esperam dele?

Em todos os veículos de comunicação, Alex tem sido apontado como o jogador que vai fazer a diferença. O craque que irá protagonizar grandes momentos, o líder que irá acertar o meio de campo de qualquer equipe e levá-la à consagração.

Um grande equívoco.

Alex passou quase a última década jogando no futebol turco, uma espécie de segunda divisão do futebol europeu.

Teve uma excelente performance (378 jogos e 185 gols) e virou ídolo local, mas não a ponto de atrair interesse de grandes e médios clubes da Europa.

Real Madrid, Barcelona, Betis, Sevilla, Milan, Inter, Juve, Roma, Porto, Benfica, Paris Saint German, Bordeaux, Lyon, Arsenal, Liverpol, Manchester United e City, Chelsea, Tottenham…

Ninguém quis o cara. Por que será? Porque ser a estrela de uma equipe turca pouco conta. Nenhuma delas tem expressão continental. Alex foi um tubarão num aquário, mas que se fosse para algum clube de expressão do velho continente, viraria um simpático Beta.

Não estou questionando a habilidade de Alex. Está viva na minha memória várias atuações de gala que fez trajando o manto alviverde, inclusive o golaço que fez contra o São Paulo, que está no vídeo acima. Pra mim foi injustiça não levá-lo para a Copa de 2002 (até o Ricardinho foi…)

Não é craque, mas o cara joga muito.

Porém, isso faz 10 anos, minha gente.

A imagem que ficou guardada em nossas mentes e corações é de um atleta que não existe mais.

Evoluiu em muitos aspectos e regrediu em outros, principalmente físicos.

Isso irá causar uma dissonância cognitiva, e, receio, uma grande frustração em parte do público.

Torcedores e imprensa querem ver o Alex de 10 anos atrás. Não verão.

Verão um jogador habilidoso, com passes precisos e visão de jogo. Ponto.

Não esperem mais do que isso.

O time que acolhê-lo terá que montar um esquema especial para que ele jogue. Como acontece com Juninho no Vasco. Se por um lado é bom contar com um jogador habilidoso de mais idade na equipe, por outro, há um ônus enorme a ser pago, com o sacrifício dos demais atletas na marcação.

Isso dará certo? Pode ser, mais o  futebol moderno não dá mais espaço para jogadores que não marcam e correm pouco.

Alguém irá falar do veterano Seedorf (mais velho do que Alex), que vem sendo a estrela do Botafogo. Mas o atleta holandês é o que possui melhor preparo físico do elenco e durante muitos anos atuou na seleção de seu país e nos grandes times europeus (ao contrário de Alex).

Torço para que Alex volte (inclusive para o meu Verdão) e que jogue muito bem. Mas sei que ele irá atuar ao nível de um jogador de 35 anos (ainda com alguns lampejos de genialidade) e não como o jovem que foi o melhor jogador do Brasil no início da década passada.

Será que torcida e imprensa estão preparadas para isso ou, ao não verem o futebol que esperam, passarão a criticá-lo ferozmente, como aconteceu com Ronaldo e, mais recentemente, com Ronaldinho Gaúcho?

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Corinthians: o Barcelona brasileiro no marketing

29 03.2012
Por Denis Zanini Lima [ postado às 20:15 ]

Eterno alvo de gozação dos adversários pelo provincianismo, a falta de estádio e títulos internacionais (Mundial de 2000? kkkkkkk), o Corinthians é soberano no Brasil quando se trata de marketing esportivo.

Embora um ou outro clube ensaie uma ação diferenciada, como o recorde mundial de tatuagens do Vasco e o crowdfunding do Palmeiras pelo Wesley, o time da Marginal sem número não encontra adversário à altura nessa seara.

A República Popular do Corinthians é uma das campanhas mais inteligentes e completas do futebol mundial. Soube traduzir um desejo do torcedor em algo tangível, que deu um significado coletivo – e mercadológico – a essa paixão.

Logicamente, a parceria com a Nike e a chancela do ex-presidente Lula muito contribuíram para o sucesso da empreitada. Mas só obtém esse apoio quem ousa, tem visão estratégica e pensa fora da caixa.

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Palmeiras e o caso Wesley: crowdfunding, mendicância ou jogada de marketing?

27 02.2012
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:36 ]

O Palmeiras está sendo o primeiro grande clube brasileiro a utilizar o serviço do MOP (My Own Player), site em que torcedores contribuem com cotas em dinheiro para que seu time do coração contrate jogadores.

O atleta em questão é o meia Wesley, de 24 anos, cujos direitos pertencem ao Werder Bremen, clube de futebol alemão. Para contratar o jogador o Palmeiras precisa arrecadar aproximadamente R$ 21 milhões até o dia 25 de março para pagar a agremiação.

Caso o valor não seja alcançado, a contribuição será devolvida aos participantes. No momento em que este post está sendo redigido, 24 horas depois do lançamento da campanha Wesley no Verdão, cerca de R$ 157 mil foram arrecadados.

Se essa média de arrecadação se mantiver, o Palmeiras conseguirá arrecadar em 30 dias pouco mais de R$ 4,7 milhões, ou seja, cerca de 25% do total necessário, impedindo que a transferência seja concretizada.

Toda essa movimentação em torno da contratação de Wesley me fez pensar em muitas coisas, boas e ruins (informação importante para você, leitor: sou parmerista fanático. Sim, fazer o que?), e intrinsecamente ligadas. Vou sustentar minha linha de raciocínio sob o tripé: 1) positivo, 2) negativo e 3) Uau, que puta jogada de marketing.

Do ponto de vista positivo, não há como negar que o Palmeiras está sendo extremamente ousado ao apostar no conceito de crowdfunding para contratação do meia.

Para quem não sabe, crowdfunding é um movimento colaborativo de arrecadação de dinheiro via mídias sociais, visando a realização de um projeto, oferecendo alguma contrapartida ao endossante (no caso, a contratação do jogador).

No Brasil, o site mais conhecido de crowdfunding é o Catarse. Essa postura vanguardista, para um clube que é assombrado constantemente por mentes obscuras da Camorra, é algo alentador e que dá esperanças à torcida por dias melhores.

Do ponto de vista negativo, tem o fato da diretoria do clube, depois de quase um mês de negociações, não ter conseguido levantar recursos para selar a transação.

Conclusão: o presidente Arnaldo Tirone e companhia limitada tiveram que assinar o atestado de incompetência e mendigar ajuda para o pobre do torcedor. Um papelão!

E se essa vaquinha não der certo, o clube certamente será protagonista de um dos maiores micos da história do futebol brasileiro. E aqui cabe mais uma consideração: R$ 21 milhões por um jogador mediano como o Wesley? Francamente…

Agora, tem a última alternativa, que, se for verdadeira, realmente será uma jogada genial de marketing.

A hipótese que passei a levar em consideração é a seguinte: o MOP estava querendo receber os holofotes da mídia para começar a atuar no futebol brasileiro.

Primeiro tentou acordo com o Corinthians para trazer o volante Christian e depois o São Paulo para viabilizar o retorno do atacante Nilmar. Não deu certo.

O Palmeiras apareceu então como opção. E já tinha um jogador praticamente engatilhado, o tal Wesley que, de reforço garantido e praticamente anunciado, passou a ser dúvida.

Tudo bem que a atual direção palmeirense é um poço de incompetência, mas achei muito estranha essa repentina ausência de crédito bancário.

Veja: o clube alemão já havia aceitado a proposta alviverde e liberou o jogador, que por sua vez veio para o Brasil e acertou os salários e o Palmeiras já fez sua pré-inscrição no Campeonato Paulista.

Estranho, não? Seria uma imensa irresponsabilidade de todos os envolvidos (Palmeiras, Werder, Wesley, que inclusive já está treinando com o elenco) chegar a esse ponto sem a mínima garantia.

Ao que parece, o Palmeiras tem o dinheiro, mas como surgiu essa proposta para divulgar o My Own Player (espero que tenha sido um acordo bom para o clube, e não para o dirigentes) a estratégia foi criar essa novelinha, que conta com um final feliz garantido.

Se essa hipótese estiver correta, o que vai acontecer é que, faltando poucas horas para encerramento do prazo de pagamento, o Palmeiras, um banco ou qualquer outra instituição fará o depósito com o valor faltante e Wesley será contratado.

Com isso, torcedores, dirigentes, o jogador e, principalmente o MOP, ficarão felizes. Com o sucesso da empreitada alviverde, outros clubes ficarão estimulados a utilizar o crowdfunding para contratar atletas.

Agora, se essa hipótese for verdadeira e vier a público, o que vão pensar os torcedores que colaboraram com o fundo, sendo que o clube tinha o dinheiro? Verdadeiros idiotas, né?

Acho que, independentemente do desfecho dessa história, é necessário fazer uma apuração profunda para saber quem de fato está por trás dessa parceria envolvendo Palmeiras e o MOP.

Futebol: aprendendo a admirar as pessoas, mesmo que adversárias

16 11.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 23:31 ]

Há algum tempo, li uma declaração do Juca Kfouri que me deixou muito pensativo. Ele afirmou em um artigo que, à medida que ia envelhecendo, estava aprendendo a torcer não só pelo seu time do coração, o Corinthians, mas também pelos amigos, pelos atletas e profissionais que admira no futebol, independentemente do clube que defendem.

Essa confissão me chamou a atenção pois era uma época que estava começando a sentir o mesmo. “Ah, seu vira-casaca, aposto que tu agora torce pelos gambá, diz aí”. Não, nada disso. Pra deixar claro: continuo palmeirense até os ossos, amo meu time incondicionalmente, mas agora, forjado pela maturidade, percebo que torcer pelo sucesso de quem admiro não me faz ser menos palmeirense.

Há jogadores e técnicos pelos quais me tornei fã (seja pelo talento, temperamento ou caráter), e que com seu protagonismo tornam o espetáculo mais interessante. Lógico que se forem atuar contra o Verdão quero mais é que fracassem. Mas quando não é esse o caso, contam com minha torcida.

Abaixo, estão 3 profissionais em atividade que admiro ou venho aprendendo a admirar, e, para manter as coisas equilibradas, outros 3 que não suporto e espero que passem longe do Parque Antártica.

ADMIRO

Marcos

O que mais dizer do boleiro mais gente boa da história do futebol? Do jogador que todos os times gostariam de ter? Do goleiro das defesas impossíveis, que lhe renderam o apelido de São Marcos? Do cara que desistiu de jogar na Inglaterra pra ficar no Verdão e que lá permaneceu mesmo quando o time caiu para a segunda divisão? Esse é o Marcão, meus amigos, o maior ídolo da história do Palestra. E quando eu achava que ele não faria mais nada para aumentar minha admiração, eis que o arqueiro aprontou mais uma. No Paulistão deste ano, num jogo contra um desses Marília da vida, 4 a 0 pro Verdão, o árbitro marca pênalti a nosso favor no finalzinho. A torcida em peso pede para Marcos bater. Ele se recusa. Quando terminou o jogo, indagado porque se negara à consagração fácil, Marcão respondeu: “Seria desrespeito à equipe deles”. Puta que pariu. Caralho. Caralho de novo. Em uma única atitude o camisa 12 do Palmeiras sintetizou “ética” de um jeito que filósofos, antropólogos e quetais não conseguiram em séculos. É, meus amiguinhos. Não se fazem mais homens – nem santos – como Marcos.

Muricy:

Resmungão. Mal-humorado. Ranzinza. Antiquado. Metódico. Ortodoxo. Antipático. Pouco importa como o classifiquem. O “isso aqui é trabalho, meu filho” é um show à parte. Avesso à convenções sociais e à rasgação de seda, Muricy, falando aquele futebolês carregado, meio caipira, muda o ambiente onde chega. Transforma times em máquinas de vencer. Competente, obstinado, trabalhador e, principalmente, vencedor, Muricy conquistou nos últimos anos 4 brasileiros e uma Libertadores. Só. Fiquei chateado por não ter conseguido nos dar o título em 2009. Mas deixa estar. Torcerei por ele no Mundial Interclubes. O cara merece. PS: Ah, e nunca é tarde para lembrar: ele só não é técnico da seleção brasileira pois tinha um acordo verbal com a diretoria do Fluminense de só sair se houvesse consenso. Como não houve, permaneceu no clube carioca. Isso que é um cara de palavra.

Neymar

Sou fã desse moleque pelos mesmos motivos que muitos o defenestram. Gosto do seu jeito provocador de jogar, da falta de respeito que nutre pelo politicamente correto do futebol, da forma como transforma o óbvio em uma jogada de impacto. Neymar é um jogador sem medo: não tem medo de pancada, não tem medo de dar drible, não tem medo de ser diferente, não tem medo de errar. E quando erra, tenta de novo. Apesar de não parecer, é mais maduro que muito bode velho que pastam em nossos gramados. Prova disso é que não foge da responsabilidade, nos campos e fora deles (basta lembrar que assumiu de imediato o filho que teve com uma moça). Ao contrário de muitos moleques de 19 anos, nutre uma admiração e obediência incontestável pelo pai, que o tem guiado muito bem no gerenciamento de carreira. Qualquer outro jogador já teria aceitado proposta da Espanha para ir embora. Ele não. Ficou e garante que joga no Santos até 2014. Não acredito. Acho que depois de 2012 ele irá para o Barça ou o Real, para começar a escrever seu nome na constelação do futebol mundial.

DETESTO:

Kleber

Nunca gostei do fulano, mesmo no tempo em que a torcida alviverde o louvada. O cara é um mau-caráter de marca maior, que confunde garra e empenho com deslealdade e má fé. Kleber é defensor da vitória a qualquer preço, seja por meio de cotoveladas ou outro meio anti-esportivo. Individualista, pensa apenas em si, nunca na equipe. Não é à toa que sempre sai dos clubes por onde passa causando brigas (a próxima vítima será o Grêmio). Muitos o comparam a Edmundo. Só que tem uma grandissíssima diferença. Edmundo era craque. Kleber nunca chegou perto disso.

Tite

O mais charlatão de todos os técnicos. A personificação do embuste. Aquela sua fala pausada, cheia de neologismos imbecis, aquela pose pensada para as câmeras para passar a imagem de profissional moderno, equilibrado, a roupa social com as cores do clube, tudo só faz aumentar o engodo que de fato ele é. Tite é um treinador comum que força uma barra danada pra se mostrar diferenciado. Pode até ser campeão neste ano pelo Corinthians, mas isso não muda nada. Com o atual elenco que o clube tem, qualquer Jair Picerni conseguiria o título com rodadas de antecedência.

Cuca

Dá uma olhada no infeliz. Precisa falar mais alguma coisa?

Não deixe seu filho torcer para o inimigo

29 06.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 0:35 ]

Ainda não sou pai, mas imagino que não deva existir desgosto maior para um marmanjo que é fanático por futebol do que ver seu filho torcer para um time diferente do seu. Ainda mais quando se trata de um arquirival.

Visando evitar brigas e manter a harmonia nos lares brasileiros, o canal BandSports desenvolveu um aplicativo muito interessante.

O BandSports Parental Control é um programa que permite aos pais filtrar o acesso de seu filho a conteúdo inapropriado na internet, como, por exemplo, vídeos dos gols dos adversários.

Na realidade, ele até irá ver os vídeos, mas sempre de jogos em que o seu time do coração ganhou do inimigo.

Basta baixar o aplicativo, instalá-lo e programar qual agremiação você quer filtrar.

Sensacional idéia, não?

Se você tem filhos pequenos que andam acessando conteúdo estranho na Web, não perca mais tempo: instale o aplicativo, vista a camisa do seu clube no pimpolho e vá ao estádio apoiar seu time.

PS: Pô, bloquear o Verdão foi sacanagem, hein?

Uma festa com a síndrome de vira-lata

09 06.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 14:50 ]

Ronaldo, o Fenômeno, dispensa apresentações.

Três vezes eleito melhor jogador do mundo, maior artilheiro da história das Copas do Mundo (competição que venceu por duas vezes), além de campeão da Copa América, das Confederações, da UEFA, da Recopa etc, etc, etc.

Enfim, um cara fodão. E o melhor: brasileiro!

Isso mesmo, minha gente: um vencedor brasileiro!

Por conta disso, o Gordo, em seu crepúsculo no gramados, merecia não apenas um jogo oficial de despedida da seleção, mas uma festa de arromba, com toda a pompa e circunstância, a ponto de fazer os organizadores do Baile da Ilha Fiscal se revirarem nos caixões de inveja.

Pensando nisso, na terça passada, fui ao Pacaembu com expectativa de ver um grande espetáculo, dentro e fora dos gramados.

Mas não foi o que aconteceu.

E não me refiro apenas ao fato da peleja não ter sido lá grandes coisas e do atacante ter ficado devendo o tão aguardado golzinho que todos queriam ver.

Minha bronca é que o Ronaldo teve uma despedida indigna até do Felipe Melo.

Ao invés da entrada triunfal à meia luz, cheerleaders de minissaias segurando pompons, pirotecnias mil, gelo seco, raio laser, banda de fanfarra, serpentina, confete e esquadrilha da fumaça, o que o público testemunhou foi uma situação melancólica, meio deprimente até.

Foi uma festa caidassa, tímida, silenciosa, que teve o MC Anticlimax como anfitrião.

Deu a impressão que todos ali estavam com vergonha de participar de uma celebração em homenagem a um cara que se destacou no esporte mais popular do planeta.

De diferente mesmo, o R9 teve seu nome anunciado com ênfase pelo locutor do estádio quando entrou na partida, fez seu pronunciamento no intervalo e deu a volta olímpica.

Só! Mais nada.

Muito pouco para um cara do porte (dessa vez sem trocadilhos, ok) do atacante.

Foi um evento tipicamente organizado por gente com síndrome de vira-lata, como dizia o célebre Nelson Rodrigues.

Bem diferente de uma festa organizada por gente que dá o devido reconhecimento aos seus ídolos, como os norte-americanos fizeram na despedida de Michael Jordan das quadras.

O cara foi aplaudido de pé por 3 minutos!

Outro exemplo de festa bem melhor do que a do Ronaldo foi a da despedida do Palermo (sim, o fulano que errou 3 pênaltis numa mesma partida), do Boca (dica do @danilovicente)

Só espero que o meu Verdão, quando São Marcos pendurar as luvas no final do ano, faça algo melhor, à altura de sua história.

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Top 5 – Tudo sobre o mimimi dos estádios da Copa em cinco respostas

01 06.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 15:27 ]

Não sei você.

Mas eu, faltando três anos para a Copa do Mundo no Brasil, não aguento mais me deparar com as mesmas matérias sobre o atraso das obras, superfaturamento, elefantes brancos, etc, etc, etc

Pensando em facilitar sua vida, ó nobre leitor, o Kangibrina selecionou 5 perguntas e respostas que resumem todo esse maçante imbróglio e que, para sua alegria, serão válidas de hoje até o fim da competição.

Isso significa que você não precisará ler, ver ou ouvir mais nada a esse respeito para se manter bem informado \o/

Então vamos lá:

1) O cronograma das obras dos estádios que sediarão os jogos da Copa de 2014 está atrasado?
Sim, principalmente em São Paulo, e assim continuará.

2) Mas os estádios ficarão prontos em tempo para o evento?
Sim. E se me dão licença de usar uma famosa metáfora ludopédica, aos 45 do segundo tempo.

3) Haverá superfaturamento?
Ô!

4) Depois da Copa, os estádios virarão elefantes brancos?
Depende. Nos estados onde o futebol não é forte, é provável. Nos demais, será uma benção termos arenas modernas no lugar dos pulgueiros onde somos obrigados a ver futebol hoje em dia.

5) Os aeroportos brasileiros têm infraestrutura para receber com eficiência os turistas que virão para a Copa?
Não, assim como de muitos outros países que sediaram copas. Haverá atrasos, empurra-empurra, overbooking mas, entre mortos e feridos, todos sobreviverão e voltarão para os seus países dizendo que a Copa foi “fucking amazing”.

Os “15 favoritos” do Brasileirão

Aproveitando que estamos falando sobre futebol, queria dar meus pitacos sobre quem leva o título do Brasileirão deste ano.

Esse tema, aliás, é um ótimo divisor entre os bons e maus jornalistas esportivos.

Se o fulano tem a cara de pau de dizer na TV, no jornal ou no rádio que o Campeonato Brasileiro tem 12 a 15 favoritos ao título, entra direto na minha lista negra.

Tem dó, meu!

O cara é incompetente ou, no mínimo, preguiçoso.

Nenhum campeonato, por mais disputado que seja, pode ter 12 candidatos ao título. Nem a Champions!

Portanto, sem muretar, deixo aqui meus 4 candidatos ao título: Cruzeiro, São Paulo, Corinthians e Santos (este último, somente se não conquistar a Libertadores. Se faturar o título, não vai dar importância ao campeonato. Daí incluo o Fluminense no lugar dele).

Vamos falar de futebol, meu filho?

25 03.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 12:53 ]

Tem várias coisas polêmicas rolando no futebol que estava postergando escrever. Minha idéia era dedicar um post sobre cada assunto, mas resolvi condensar tudo em um só, em vários drops.

Vamos lá:

Saídas de Muricy Ramalho e Adilson Batista: ok, os clubes brasileiros evoluíram bastante nos últimos anos, mas ainda precisam amadurecer muito do ponto de vista de gestão estratégica. Como você demite – ou permite que saia – logo no inicio da competição o técnico que fez todo o planejamento para a Libertadores? E o pior: sem ter um plano B factível em mãos? Santos e Fluminense estão disputando o principal e mais rentável campeonato do continente com técnicos interinos! E o que tudo indica, deverão ficar sem um comandante de prestígio por mais algum tempo. Até lá, a Libertadores já pode ter ido pro vinagre…

Crise no Clube dos 13: se vivesse em nossa época, Maquiavel seria aprendiz de Ricardo Teixeira. Com sua habilidade diabólica, o barão da CBF conseguiu jogar clubes contra os outros, minou a oposição que queria tirá-lo do comando da Confederação e, de quebra, ajudou a Globo a manter sua hegemonia na transmissão do futebol. Mais uma vez, é a prova que os clubes brasileiros precisam evoluir muito ainda. Se fossem unidos, colocariam quem bem quisessem como presidente da CBF e ganhariam muito mais pelos direitos de transmissão de seus jogos. Mas, ao que tudo indica, eles ainda são muito “sensíveis” a interferências políticas.

Volta de Adriano: Conforme o Kangibrina previu no ano passado (tudo bem que as coisas não saíram exatamente como mencionado, mas foi quase), o Imperador está de volta. Segundo minha bola de cristal, irá jogar muito bem o Campeonato Brasileiro e as competições do início de 2012. Depois, como manda o roteiro, entrará em depressão, culpará as pessoas ruins e voltará para a Vila Cruzeiro, onde poderá andar sem camisa e soltar pipa.

Arena Palestra: o que era pra ser explorado na mídia como um dos maiores cases de parceria na história do futebol (construir um estádio DE GRAÇA, sem dinheiro público e ter as despesas administrativas PAGAS por 30 anos), vem se transformando numa novela sem fim. Graças, principalmente, a inexistência de uma estratégia de comunicação e marketing por parte do Verdão. Se desde o início fosse criado, por exemplo, um hotsite, uma conta no Twitter, uma pagina no Facebook ou os três juntos com fotos, vídeos, perguntas e respostas mostrando o dia-a-dia da obra, isso não aconteceria. Como nada foi feito, carcamanos, desocupados e afins ficam contaminando a imprensa com notícias que as obras foram paralisadas, que o estádio não será do Palmeiras, etc, etc. Uma solução simples seria uma vez por mês, por exemplo, o Palmeiras e a WTorre poderiam fazer um tour com jornalistas pelo canteiro, mostrando a evolução das obras. Mas não. Infelizmente a Comunicação do Palmeiras é amadora.

Campeonato Brasileiro: tem tudo pra ser um dos melhores da era dos pontos corridos, pelo menos com relação à presença de grandes jogadores, que servem ou já serviram às seleções de seus respectivos países: Adriano, Liedson, Luis Fabiano, Rogério Ceni, Rivaldo, Lucas, Neymar, Ganso, Elano, Kleber, Valdívia, Marcos, Ronaldinho Gaúcho, David, Thiago Neves, Fred, Conca, Deco, Araújo, Loco Abreu, Roger, Montillo, Ricardinho, Diego Souza, Guinazu, D`Alessandro, Oscar, Borges, Vitor, Carlos Alberto. Pena que o Fenômeno se aposentou e Roberto Carlos foi passar frio na Rússia.

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Qual o segredo do Barça?

10 03.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 0:35 ]

O atual time do Barcelona é um dos maiores esquadrões da história do futebol.

Ainda faltam mais títulos que superem escalações de épocas passadas e dêem lastro a essa afirmação, mas, garanto, eles não tardarão a aparecer.

O talento individual dos seus jogadores e o desenho tático espartano projetado por Pepe Guardiola tornam o Barcelona uma máquina quase imbatível.

A grande dúvida é: qual desses dois fatores é mais relevante para o sucesso do clube catalão? O talento individual ou a tática revolucionária?

Eu acredito que a execução do plano tático é mais importante e explico.

O diferencial do Barcelona é ter a posse de bola o maior tempo possível (em algumas partidas, esse índice chega a impressionantes 80%) e, de preferência, o mais próximo possível do gol adversário.

Para isso sufoca o opositor logo na saída de bola, com praticamente todos os jogadores concentrados em 1/4 do campo. Ao recuperá-la, posicionam-se rapidamente para o bote (veja o vídeo acima, com alguns exemplos).

O resultado são muitos e muitos gols.

Mas para executar esse plano com eficiência é preciso ter o time repleto de craques, não é?

Não necessariamente.

Bons jogadores facilitam muito, mas não é essencial.

Vejam o próprio Barça.

Fora de série o time tem um: Messi. Ele que improvisa, quebra paradigmas, desestrutura o sistema defensivo do inimigo.

Os demais, como Iniesta, Xavi, Daniel Alves, Mascherano, David Villa, Pedro são atletas diferenciados mas estão longe de serem craques.

Ah, tá, quer dizer que se eu botar o time da Vila Nhoconhé pra jogar com esse esquema ele vai disputar o mundial em Abu Dhabi?

Não vamos exagerar, Pedro Bó.

O que eu quero chamar a atenção que o segredo do Barça está no entrosamento entre bons jogadores, que seguem à risca um esquema tático muito bem pensado.

Do time “titular” do Barça, apenas Villa chegou recentemente.

Os demais estão no clubes há pelo menos três temporadas – Xavi está há incrível 13 temporadas, seguido de perto por Puyol (12) e Iniesta (8), sempre atuando sob um sistema tático ofensivo.

Como Guardiola (desde de 2008 no comando da equipe) sabe que a repetição leva à perfeição, os jogadores treinam, treinam e treinam e sabem, de cor e salteado, o que devem fazer.

Ao ver os jogos, percebam que os jogadores tocam a bola de primeira, sem olhar para os lados, pois sabem onde cada companheiro vai estar.

Por isso ver o Barcelona jogar parece fácil e os jogadores tornam-se melhores do que são.

Tudo graças ao talento dos atletas, ao ótimo condicionamento físico, ao plano tático e, fundamentalmente, ao entrosamento.

PS: quem quiser ver mais vídeos sobre o esquema tático do Barça, procure “Paradigma Guardiola” no Youtube. Há varias cenas selecionadas bem interessantes.

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Obrigado, Beluzzo

20 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 8:48 ]

Não. Ao contrário do que muitos possam pensar, o título acima não é uma provocação, uma galhofa com o ex-presidente da gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras, cujo mandato se encerrou ontem.

Eu, eterno torcedor do Verdão, realmente acredito que Luiz Gongaza Beluzzo realizou, até determinado ponto, uma boa gestão administrativa no Palestra Itália. Pode não ter faturado títulos, mas ele foi muito melhor do que seus antecessores da última década.

Com Beluzzo o Verdão voltou a pensar grande, dentro de um contexto moderno e arrojado. Trouxe técnicos de ponta, jogadores consagrados, estabeleceu parcerias e deu início ao que será em breve grande orgulho da família palestrina: a Arena. O novo estádio do Palmeiras, que está sendo construído sem ajuda do Lula e do Ricardo Teixeira, foi o título da gestão Beluzzo.

É claro que ele também cometeu erros, infantis até. A briga com Simon, o famigerado “vamos matar os bambi”, a falta de investimento em novos talentos e, acima de tudo, ter dado poder ao incompetente Gilberto Cipullo, um dos articuladores para a saída de Muricy Ramalho.

Não sei o que será do Palmeiras com Arnaldo Tirone. Além do sobrenome do fulano se parecer com “tirano”, desse balaio de onde ele veio estão as mentalidades mais retrógradas do clube, os carcamanos.

De qualquer forma, independentemente de quem estiver sentado na cadeira, continuarei apoiando o Verdão e torcendo para que se olhe para o futuro, com pensamentos de gigante.

E ao grande professor, economista e ex-presidente Luiz Gonzaga Beluzzo só tenho uma coisa a dizer: muito obrigado, mestre.

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Palmeiras faz PVC chorar

07 12.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 15:52 ]

Paulo Vinícius Coelho – o popular PVC – é disparado o melhor jornalista futebolístico do país e, certamente, um dos melhores do mundo.

Além de uma memória fenomenal para relembrar fatos, tem profundo conhecimento de táticas futebolísticas.

Sua leitura de jogo é invejável.

Ele consegue enxergar muito além do óbvio e – para desespero dos achistas preguiçosos que permeiam a crônica esportiva- fundamenta todas as suas afirmações com estatísticas.

Outra virtude é sua imparcialidade.

PVC é capaz de comentar sobre o título de um time e o rebaixamento de outro com igual serenidade. Mesmo que seja o Palmeiras, seu time de coração.

E outra: ele não fala sobre a vida pessoal de jogadores, técnicos e dirigentes , ao contrários de muitos coleguinhas que acham que jornalismo é noticiar que o técnico X joga pôquer e o dirigente Y fuma.

Por conta de tudo isso fiquei muito surpreso ao ver PVC, do alto de sua imparcialidade e frieza, ficar emocionado ao falar do Verdão.

Foi num dos 20 mini-documentários que Petrobras patrocinou (aliás, uma bela ação promocional), sobre as 20 torcidas dos clubes da Séria A do Brasileirão.

Emocionado, e em alguns momentos com os olhos marejados, ele fala sobre a origem do Palmeiras, seus sentimentos com relação ao clube e, fundamentalmente, sobre o título paulista de 1993, que acabou com um jejum de quase 17 anos sem título.

Vale a pena ver o vídeo. Seja você alviverde ou não.

PS1: PVC afirma que o gol do título de 1993 não foi o último, marcado por Evair, e sim o primeiro, anotado por Zinho. Eu discordo. O gol do título foi feito por Viola, na primeira partida da decisão, vencida pelo Corinthians por 1 x 0, quando fez a fatídica imitação do porco.

Aquilo, definitivamente, mexeu com os jogadores do Verdão. Luxemburgo, que de bobo não tem nada, colocou recortes de jornais com a provocação por todo o vestiário do CT.

O elenco ficou mordido e ganhar o título virou questão de honra. O porco de Viola conseguiu unir jogadores que se detestavam, como Edmundo, Evair e Antonio Carlos.

Não fosse aquele imitação, tenho certeza que ficaríamos mais algum tempo na fila.

PS2: aposto que você pensou outra coisa quando leu o título, né? Rá. Pegadinha do Mallandro.

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