Kangibrina

Vlado: 30 Anos Depois

23 11.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 8:10 ]

Dias desses, zapeando noite à fora, me deparo com o documentário Vlado: 30 Anos Depois, passando na TV Cultura.

Nunca tinha visto.

Dirigido por João Batista de Andrade, trata-se de um daqueles filmes que a gente não esquece.

Num formato meio amador, sem nenhuma produção, no melhor estilo “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, o documentário chama atenção pelo uso dos mega-closes nos entrevistados e o peso dos depoimentos.

Participam do longa-metragem gente do calibre de Paulo Markun, Alberto Dines, Mino Carta, Fernando Morais, Sérgio Gomes, Rodolfo Konder, Dom Paulo Evaristo Arns e muitos outros.

Todos falam do relacionamento com Vladimir Herzog mas também da ditadura, da cadeia e da tortura, com a autoridade de quem viveu tudo na pele. São depoimentos fortes, marcantes, que chocam pelas formas distintas como os fatos são contados.

Alguns se emocionam, ficam com a voz embargada e lágrimas nos olhos. Outros, talvez como uma forma de escapismo, de superar o trauma, relembram episódios de violência com uma certa frieza.

O filme está inteiro disponível no Youtube, em seis partes.

Obrigatório.

Lançamento à moda antiga

06 06.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:20 ]

Fazia tempo que não via uma ação promocional em jornal tão legal como a do lançamento do C3 Picasso, no último domingo, na Folha de São Paulo.

Para a surpresa dos leitores, a edição do dia veio dentro de um grande envelope branco, que, à medida que ia sendo desdobrado, mostrava os benefícios do produto.

Ao se abrir por completo, o envelope se transformava num grande pôster do carro.

Ok, sei que isso não é nenhuma novidade, e perto do recente anúncio com air-bag do Peugeot 408 na revista Exame, ele fica parecendo coisa de amador.

Mas com o dominío da internet, o jornal está virando meio que um patinho feio da publicidade, e ninguém tem feito nada muito mais ousado do que anunciar em página dupla.

Espero que os clientes e as agências não se esqueçam que os jornais ainda podem ser uma boa plataforma para ações criativas e impactantes.

Top 5 – Tudo sobre o mimimi dos estádios da Copa em cinco respostas

01 06.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 15:27 ]

Não sei você.

Mas eu, faltando três anos para a Copa do Mundo no Brasil, não aguento mais me deparar com as mesmas matérias sobre o atraso das obras, superfaturamento, elefantes brancos, etc, etc, etc

Pensando em facilitar sua vida, ó nobre leitor, o Kangibrina selecionou 5 perguntas e respostas que resumem todo esse maçante imbróglio e que, para sua alegria, serão válidas de hoje até o fim da competição.

Isso significa que você não precisará ler, ver ou ouvir mais nada a esse respeito para se manter bem informado \o/

Então vamos lá:

1) O cronograma das obras dos estádios que sediarão os jogos da Copa de 2014 está atrasado?
Sim, principalmente em São Paulo, e assim continuará.

2) Mas os estádios ficarão prontos em tempo para o evento?
Sim. E se me dão licença de usar uma famosa metáfora ludopédica, aos 45 do segundo tempo.

3) Haverá superfaturamento?
Ô!

4) Depois da Copa, os estádios virarão elefantes brancos?
Depende. Nos estados onde o futebol não é forte, é provável. Nos demais, será uma benção termos arenas modernas no lugar dos pulgueiros onde somos obrigados a ver futebol hoje em dia.

5) Os aeroportos brasileiros têm infraestrutura para receber com eficiência os turistas que virão para a Copa?
Não, assim como de muitos outros países que sediaram copas. Haverá atrasos, empurra-empurra, overbooking mas, entre mortos e feridos, todos sobreviverão e voltarão para os seus países dizendo que a Copa foi “fucking amazing”.

Os “15 favoritos” do Brasileirão

Aproveitando que estamos falando sobre futebol, queria dar meus pitacos sobre quem leva o título do Brasileirão deste ano.

Esse tema, aliás, é um ótimo divisor entre os bons e maus jornalistas esportivos.

Se o fulano tem a cara de pau de dizer na TV, no jornal ou no rádio que o Campeonato Brasileiro tem 12 a 15 favoritos ao título, entra direto na minha lista negra.

Tem dó, meu!

O cara é incompetente ou, no mínimo, preguiçoso.

Nenhum campeonato, por mais disputado que seja, pode ter 12 candidatos ao título. Nem a Champions!

Portanto, sem muretar, deixo aqui meus 4 candidatos ao título: Cruzeiro, São Paulo, Corinthians e Santos (este último, somente se não conquistar a Libertadores. Se faturar o título, não vai dar importância ao campeonato. Daí incluo o Fluminense no lugar dele).

Flipboard: o prazer de customizar sua própria revista

07 04.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 17:07 ]

“Jornalista que não lê jornal é igual dentista que não escova os dentes”.

Até um tempo atrás, essa singela frase me incomodava um pouco.

Me incomodava porquê eu, numa primeira (e equivocada) auto-análise profissional, achava que estava me tornando um dentista com tártaro e – vejam vocês – suspeita de algumas cáries.

O fato é que, já há alguns anos, não tenho muita paciência de ler jornais ou revistas, ver telejornais e ouvir rádio.

Aquele cara que passava horas diárias debruçado sobre o Estadão, a Folha, a Gazeta Esportiva e o Valor, que não via a hora de chegar a Veja (meldels!) e a Istoé (meldels!!!!!) em casa, que não conseguia passar em frente de uma banca sem comprar a Placar, a Grid, a Set, a Bizz e a Caros Amigos, e ficava mudando de canal a toda hora para não perder um segundo sequer do noticiário do rádio e da TV, estava sumindo.

Em seu lugar começava a aparecer um sujeito que preferia ficar horas navegando, tentando entender o que era aquela revolução que estava acontecendo atrás das telas de nossos computadores, e fazendo dezenas de cursos (empreendedorismo, história da arte, aperfeiçoamento para executivos, marketing digital) que, aparentemente, não tinha muito a ver com jornalismo.

Até que um dia, um professor do MBA, chamado Romeo Busarello, disse algo que me ajudou entender melhor o que estava acontecendo comigo: “Uma mente uma vez expandida jamais volta ao seu estado de origem”.

Sim. Foi o que bastou para que eu percebesse que não estava me tornando um dentista negligente, e sim um dentista mais sofisticado, com outros interesses, novas idéias, e que achava ser só dentista algo muito monótono. Hoje, não sou mais só jornalista, sou um gestor de comunicação corporativa integrada.

Por isso, a falta de vontade de ler, ouvir e ver coisas repetidas, cotidianas, que não me interessavam mais.

Podem me chamar de alienado, de cabeça de vento, mas notícias sobre corrupção, crimes, guerra, saúde, trânsito, prestação de serviços em geral e muitos outros assuntos factuais que somos obrigados a consumir paralelamente quando acessamos os meios de comunicação tradicionais despertam em mim uma imensa sensação de tédio, de deja vu.

Acho a maioria dos âncoras e comentaristas, das mais diversas editorias, um bando de chatos de coturnos.

Gente que só fala o óbvio, que reclama, reclama, reclama, reclama e pouco propõe alternativas.

Veja: isso não significa que eu não tenha noção do que está acontecendo. Sei, e muito bem. É que, com a experiência, as coisas começam a ser tornar óbvias e fácil de entender.

Eu gosto mesmo é de ler sobre projetos, idéias, novas tecnologias, empreendimentos, soluções estratégicas, gente que está fazendo e acontecendo.

São coisas que me inspiram, que me desafiam, que agregam conhecimento.

Bom, depois de toda essa napa de cera confessional, vamos ao tema deste post.

E você, nobre leitor, sabe onde eu encontro tudo isso, com noticias atualizadas 24 horas sobre mídias sociais, propaganda, cinema, futebol, negócios, música, do jeito que eu quero?

Na minha revista, no Flipboard.

Para quem não sabe, o Flipboard é um aplicativo (gratuito) para iPad, em que você lê as mensagens do seu Twitter e do seu Facebook como se fosse uma revista.

E como é você que escolhe quem seguir no passarinho azul e quem é seu amigo no brinquedinho do Zuckerberg, a tendência é ter acesso a um conteúdo que lhe interessa.

É uma revista online customizada, com vídeos, fotos, games, softwares, que você muda a hora que bem quiser.

Agora, ler revista voltou a ser algo prazeroso.

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Época esquizofrênica

27 02.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 12:37 ]

A revista Época desta semana traz na capa matéria sobre como ensinar crianças a terem uma alimentação saudável.

Até aí nada demais. Trata-se de uma pauta corriqueira em qualquer periódico do mundo (acho que com exceção dos da Etiópia, talvez).

O problema é que na edição da Época São Paulo, publicação mensal que vem junto com revista, a reportagem de capa é sobre… os melhores hambúrgueres da cidade.

Dobradinha esquizofrênica essa, não?

De uma lado, espinafre, maçã e suco de kiwi. Do outro, carne vermelha, batata frita e refrigerante.

Será que a idéia subliminar da revista é estimular os pais a levarem as crianças que comerem direitinho às melhores hamburguerias de São Paulo como prêmio?

Vai ver que é…

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Leia Pondé

20 12.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 11:32 ]

Um dos poucos articulistas de jornal que me fazem sujar os dedos atualmente é Luiz Felipe Pondé.

Filósofo e psicanalista, ele escreve todas as segundas na Folha de S. Paulo.

Seus textos são inteligentes, provocadores, de difícil digestão.

Com Pondé não há meio-termos ou concessões.

Estamos falando de um intriguista nato.

A existência humana, o amor, a ética, a religião, a morte, o medo, o desejo, jamais espere dele o óbvio sobre qualquer assunto.

Seu pensamento não é domesticado. Com a mesma desenvoltura, ele é capaz de defender o ateísmo e condenar o aborto, por exemplo.

O objetivo dele não é agradar ou ter razão. Mas provocar o questionamento.

Tive aulas com Pondé em minha pós em História da Arte.

Em várias eu e a classe inteira tivemos vontade de esganá-lo, principalmente quando o maldito acendia aquele cachimbo fedorento.

Hoje, mais maduro, percebo como aquelas palestras valeram a pena.

Certamente de lá extraí algumas sementes que culminaram no nascimento do Kangibrina.

Meio de comunicação não é tribunal. Nem divã.

07 10.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 11:14 ]

Hoje vou falar mal de dois monstros sagrados do jornalismo tapuia.
 
(“Eba!” – exclamaram, ao fundo, as cassandras de plantão).
 
Confesso que não queria, pois são profissionais premiados, que admiro muito, e que influenciaram na escolha de minha carreira.
 
Mas os caras andam pisando na bola, confundido assuntos privados com público e merecem, sim, um puxão de orelha.
 
Um é Juca Kfouri, o perseguidor de mau carateres.
 
Tá certo que, cada um à sua maneira, Ricardo Teixeira, Milton Neves, Vanderlei Luxemburgo, Arthur Nuzman e Orlando Silva, os alvos cativos de Juca, não são flor que se cheire e merecem umas boas espinafradas.
 
Todos têm culpa no cartório, registrada em três vias e com carimbo do tabelião.
 
Mas a campanha difamatória diária que o jornalista promove no CBN Esporte Clube contra essas figuras já deu no saco.
 
Há muito tempo não se trata mais de informar, e sim perseguir.
 
Sei que, ao repetir a todo momento o slogan do fictício patrocinador do programa, o famoso “tome chá de cadeira, para quem espera a queda de Ricardo Teixeira”, Juca está combatendo veneno com veneno.
 
Mas daí pergunto: perseguir pessoas é fazer jornalismo? Em que tornar pública a rixa pessoal e jurídica do jornalista e seus desafetos ajuda o ouvinte/leitor/telespectador/internauta?
 
O outro é Ricardo Boechat.
 
Durante todo o horário eleitoral ele entrou numas de falar cotidianamente mal dos candidatos.
 
“Velhacos!”, “corruptos!”, “bandidos!” são alguns dos adjetivos que ele usou, em tom exaltado, para qualificar TODOS os políticos – sem exceção, como ele gosta de frisar – em seus editoriais na rádio BandNews.
 
Outra dia, estava sugerindo aos ouvintes que descobrissem o telefone de candidatos para xingá-los.
 
Na boa: ninguém precisa de um fulano mais pra ficar no nosso ouvido reclamando da vida.
 
Pra isso já existem os velhos, os taxistas, os chatos em fila de banco e o José Paulo de Andrade.
 
Um editorialista deve buscar informações exclusivas, traçar paralelos e dar uma visão diferenciada a quem está do outro lado.
 
Além disso, meter o pau em político, convenhamos, é fácil demais. Principalmente para um jornalista veterano, premiado a torto e a direito.
 
Daí faço outra pergunta: fazer desabafos pessoais em meios de comunicação é jornalismo? Em que isso ajuda o ouvinte/leitor/telespectador/internauta?
 
Tirem vocês a conclusão.

Longa vida ao Kangibrina

06 10.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 12:53 ]

Paus d´água de todo universo pontocom, sejam bem-vindos ao Kangibrina, o blog do livre pensar sem a ressaca do senso comum.
 
Para quem não sabe, ou seja, todos os desocupados que me lêem neste momento, o Kangibrina é sucessor do Cangibrina, página pessoal criada despretensiosamente por este ébrio, numa crise de insônia, em março ou abril de 2009 – não me lembro direito, confesso, estava bêbado.
 
Mas o que era um singelo passatempo foi, ao longo de 1 ano e meio, ganhando proporções gigantescas.
 
O site ficou famoso no mundo inteiro, o número de seguidores entrou em progressão geométrica, não havia servidor que aguentasse a demanda e por isso foram necessárias mudanças pontuais, que culminaram no nascimento do Kangibrina.
 
Mentira.
 
Não vou enganar vocês.
 
Na real o blog nunca foi um singelo passatempo.
 
Desde o início ele foi criado para ser uma voz crítica e diferenciada nessa avalanche de informações a qual somos submetidos todos os dias.
 
A proposta do (C)Kangibrina foi, é e será abordar marketing, cinema, jornalismo, música, mídias socias, artes plásticas, publicidade, futebol, teatro, humor, tevê e as coisas da vida, com um viés criativo, analítico e inteligente, sem proselitismo.
 
Portanto, aqui você não encontrará videozinhos engraçados que estão bombando na net, posts “maria vai com as outras” sobre assuntos do momento ou defesas de teses intelectualóides que não interessam a ninguém.
 
Como vocês estão percebendo, o nome e a embalagem (ficou bonito esse visu novo, hein?) do produto mudaram, mas o conteúdo continua o mesmo.
 
E agora com uma grande vantagem: está muito mais fácil compartilhar informação.
 
Acima e abaixo de cada post há botões para você disseminar e comentar, via Twitter, Facebook, MSN e outros, as groselhas publicadas aqui.
 
Para facilitar a navegação, os textos foram divididos em categorias, que estão aí no menu do seu lado direito.
 
E, por fim, para deleite dos internautas, todo, absolutamente todo o conteúdo do antigo blog foi migrado para este novo endereço.
 
Ou seja: se você não estiver batendo uma laje, ouvindo uma palestra sobre dialética e hermenêutica ou fazendo colonoscopia, não existe forma melhor de passar o tempo do que navegar pelo Kangibrina.
 
Divirtam-se, fiquem à vontade, comentem e sigam o @KangibrinaBlog no Twitter.

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O início do fim dos jornalões impressos

01 09.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 20:42 ]

Hoje, 31 de agosto de 2010, é uma data emblemática.

Ela marca a circulação da última edição em papel do Jornal do Brasil

Agora o jornal só estará disponível na internet.

É o início de um processo irreversível.

O JB é o primeiro dos jornalões a se curvar diante das evidências (tudo bem que esse pioneirismo está muito mais ligado à redução de custos do que propriamente visão de futuro).

Informação virou comodite.

Ela pode ser acessada a qualquer dia, horário e local, pelo notebook, pelo desktop, pelo celular e, muito em breve, pelo IPad.

Hoje em São Paulo existem três jornais diários de distribuição gratuita (Metro, Destak e MTV na Rua).

Ou seja: informação em papel não vale mais nada.

Os meios de comunicação tem que estar preparados para essa mudança e repensar seu modelo de negócio.

Ninguém vai querer pagar por notícia. Não haverá mais assinaturas, a não ser para conteúdos muito, muito exclusivos.

Mas acreditem: existem várias maneiras de ganhar dinheiro com essa revolução.

Propaganda segmentada, remunerada por acesso, é só uma delas.

Essa revolução midiática veio para quebrar paradigmas, incentivar a criatividade e intensificar o livre acesso à informação.

E por isso é muito bem-vinda.

Faltou criatividade…

02 08.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 13:41 ]

A matéria principal da Época desta semana traz como tema a criatividade.

É uma reportagem altamente recomendável, principalmente pro pessoal que trabalha na arte da revista.

Porque?

Ora, porque além da capa totalmente sem graça, em discordância com a temática da matéria, ela é praticamente um plágio da capa da edição anterior.

Vejam e me digam se não estou correto.

Que feio, não?

O fantasma da Escolinha Base novamente à solta

06 07.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 14:43 ]

A julgar pelas matérias que vem sendo publicadas pela imprensa em geral (principalmente a Veja) o goleiro Bruno já foi previamente julgado e culpado pelo assassinato da estudante Eliza Samudio

É fato que o jogador, além de ser um tremendo babaca, tem contra ele um histórico de confusões, devidamente registradas em boletins de ocorrência.

Mas isso – até que se consigam provas definitivas – não faz dele um assassino.

É preciso muito tato para abordar esse tema sem cometer injustiças.

A imprensa está se deixando contaminar pela afobação e necessidade de holofotes da polícia.

Está entrando na onda e sendo mais sensacionalista do que informativa.

Que fique claro: não estou defendendo a inocência do cara.

Não tenho condições de dizer se ele é culpado ou inocente.

No meu íntimo, acho que há grandes possibilidades dele realmente estar envolvido.

Mas, como jornalista, posso afirmar categoricamente que a cobertura do caso está sendo tendenciosa, irresponsável e leviana.

A mídia não se pode prestar a esse papel e promover linchamentos morais.

Será que o caso da Escolinha Base não foi suficiente?

Acabar com a vida de seis pessoas inocentes em troca de aumento de audiência e tiragens?

Portanto, repórteres e editores, mais parcimônia e bom senso na hora de apurar e divulgar o caso.

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