Kangibrina

Dickens faz aniversário, mas quem ganha é você

05 02.2012
Por Denis Zanini Lima [ postado às 15:17 ]

Para comemorar os 200 anos de nascimento de Charles Dickens, que acontecerá no dia 7 de fevereiro, a editora L&PM criou uma promoção muito bacana. Para participar basta acessar o tumblr Miniconto para Charles Dickens e postar um miniconto de 200 caracteres (com isso tudo, pra quem tá acostumado com Twitter, dá até pra escrever um romance). O tema é livre.

Legal, né? O vencedor receberá um kit com “Um Conto de Natal” na versão pocket e na edição em quadrinhos – da série “Clássicos da Literatura em Quadrinhos” – além do livro de contos “Histórias de Fantasmas”. Tudo isso, embalado em uma bolsa serigrafada com o retrato de Dickens.

Mas corre que a promoção termina no dia 7 de fevereiro (terça).

Amazon lança locação de livros digitais para Kindle. E agora, editoras?

03 11.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:16 ]

A Amazon, maior livraria virtual do mundo, acaba de lançar um serviço de locação de ebooks para Kindle. Segundo o G1, os associados ao programa Amazon Prime terão acesso a cerca de 5 mil títulos, incluindo best-sellers, por US$ 80 dólares anuais.

Cada associado poderá locar 1 obra por mês, sem data de vencimento.  Ou seja, se o usuário utilizar sua cota durante todo o ano, pagará US$ 16 por livro. Mas tem um “detalhe”: o associado também tem acesso a um acervo de 13 mil filmes e programas de TV. Nada mal, hein?

Trata-se de uma notícia emblemática (mais uma) para o mercado editorial. A Amazon está apostando num serviço que, se der certo, irá forçar mudanças significativas no setor.

Está evidente que no mundo digital a “comercialização” do livro não se resume à compra e venda de produto, como no sistema tradicional. Se as editoras achavam que para se adaptar ao universo 2.0 era só migrar o modelo de negócio do papel para o digital, estavam redondamente (ou melhor, retangularmente) enganadas.

O horizonte agora é bem mais amplo.

E, ao contrário do que muitas empresas do setor imaginam, isso será bom para elas e seus stakeholders (novos e antigos), permitindo a maximização de ganhos.

O que as editoras precisam ter em mente é que, diferentemente do papel, a plataforma digital permite uma infinidade de usos.

Uma das possibilidades, principalmente no que se refere ao conteúdo para tablets, é o uso de vídeos, sons e conexão às redes sociais.

Ora, porque não, dentro de cada livro, incluir essas vantagens? Fazer um video-chat com o autor do livro? Criar fóruns de discussão? Ouvir as músicas que são citadas pelo protagonista no decorrer da história? Disponibilizar teasers-clips? Permitir com que seja possível acessar comentários de outros leitores ou que se cole trechos de livros em suas páginas nas redes sociais? Porque não criar concursos culturais e enquetes sobre a história?

Indo mais além: porque não fazer product placement em livros? Por que não vender cotas de patrocínio para capa, contracapa e capítulos? Porque não comercializar palavras-chave? Dentro do contexto certo, não há pecado nenhum nisso. Ouvi dizer que um tal de Google fez isso e tá faturando horrores…

E porque, isso sendo feito, não disponibilizar gratuitamente a obra ao leitor, em troca apenas do preenchimento de um simples cadastro?

O papel das editoras no século 21 é o mesmo de tempos atrás: produzir conteúdo e disseminar conhecimento.

A grande diferença é que agora ela pode fazer isso de diversas outras formas, permitindo que sua receita não venha única e exclusivamente da venda de livros.

Quer ganhar o livro Faça como Steve Jobs?

28 06.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 15:26 ]

Para comemorar meu milésimo tuíte, vou sortear entre meus seguidores o livro “Faça como Steve Jobs”, de Carmine Gallo.

A obra revela detalhes preciosos da técnica que o executivo mais admirado do mundo utiliza em suas tão badaladas apresentações.

Para concorrer basta seguir @deniszanini no Twitter e enviar a seguinte mensagem para seus seguidores: “Eu quero o livro Faça como Steve Jobs http://kingo.to/H0S Siga @deniszanini dê RT e concorra”.

O sorteio será no dia 15 de julho pelo Sorteie.me

Seu livro predileto em videoclip

05 04.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 10:08 ]

Enquanto o mundo ainda discute a digitalização de obras literárias e sua interferência na questão dos direitos autorais, uma empresa brasileira saiu à frente e criou uma alternativa moderna e inteligente.

O Livroclip, a primeira estratégia brasileira de letramento totalmente digital, é um portal que reúne centenas de livros em formato de videoclip.

A Divina Comédia, A Metamorfose, A Ilustre Casa de Ramires, A Comédia dos Erros, A Odisséia, Crime e Castigo, estão entre as animações disponíveis.

O objetivo do Livroclip não é substituir as obras em si, e sim proporcionar a alunos e professores uma nova maneira de aprender e ensinar literatura.

É uma ferramenta pedagógica multimídia, pensada nas gerações Y, Z e M, e que potencializa a absorção do conhecimento.

Mais de 300 escolas no Brasil já utilizam o sistema e vem colhendo resultados muito positivos.

Gostei tanto da idéia que já estou pensando em agilizar o meu livro de contos só para que ele vire animação no Livroclip.

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Obama, Coelho, Machado

28 03.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 13:09 ]

Em artigo publicado hoje no jornal Folha de São Paulo, o advogado Celso Cintra Mori alegou que Barack Obama cometeu gafe ao citar Paulo Coelho em seu discurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

O missivista alega que Coelho “não é uma unanimidade como literato entre os formadores de opinião brasileiros” e defende que o presidente ianque deveria ter citado Machado de Assis, “mulato como ele, brilhante como poucos, e que só não foi unanimidade universal porque escreveu em português em época em que a tradução, edição e comercialização internacionais não haviam alcançado os patamares atuais”.

Peraí. Concordo integralmente com o advogado que o Mago não é muito bem quisto por nossa intelligentsia, e que uma citação do Bruxo do Cosme Velho, o patrono de nossas letras, seria muito mais elegante para a situação, mas…gafe?

Por que?

Que mal há em citar o escritor brasileiro que mais vendeu livros no mundo e que mais tem obras traduzidas em outros idiomas, constando até no Guiness Book?

Que mal há em enaltecer um dos poucos escribas nascidos abaixo da Linha do Equador que é reconhecido nas ruas e é obrigado a parar para dar autógrafos e posar para fotos com fãs?

A qualidade de seu trabalho não é boa? Não agrada a todos? Tudo bem. Mas por acaso ele já fez algo que desabonasse nosso país? Ofendeu nossa cultura? Menosprezou nossos valores? Chamou o Silvio Santos de velho gagá e a Hebe de velha tarada?

Não!

Gafe teria sido se Obama citasse Gabriel Garcia Marques ou Mario Vargas Llosa como sendo brasileiros.

Goste-se ou não de seu trabalho (no meu caso, fico com a última escolha), não se pode negar que Coelho é um autor internacionalmente conhecido e um vencedor nato.

O cara supera diariamente inúmeros preconceitos para levar seu trabalho adiante. E leva, com muita dignidade.

E outra: Machado de Assis, unanimidade? Pra quem, cara-pálida?

Pode ser para mim, para o advogado e para milhões de pessoas que o cultuam como o melhor escritor tupiniquim de todos os tempos.

Mas será que ele o é para o povo brasileiro?

Eu aposto que se escolhermos 100 pessoas na rua aleatoriamente e perguntarmos se elas sabem quem foi Machado de Assis, não teremos mais do que 50% de respostas positivas. E se perguntarmos se elas já leram alguma de suas obras, o resultado não passará de 20%.

Façamos o mesmo teste, só que com Paulo Coelho. Garanto que esse numero será bem maior…

Esse posicionamento do advogado contra Paulo Coelho me fez lembrar a saravaida de críticas que o pagadoeiro Alexandre Pires recebeu quando foi cantar para o ex-presidente George Bush, como representante da cultura popular brasileira.

Ah, ele não representa a cultura verde-amarela? E quem representa? O mestre Chico Buarque, poliglota, criado no exterior a leite de pera?

O multi-instrumentista Hermeto Pascoal, que tira sons fantásticos de qualquer objeto?

MC Serginho, o criador da Eguinha Pocotó?

Difícil responder, não?

Mas, qual o problema de um pagodeiro cantar pro Bush?

Veja: eu DETESTO pagode e muito mais George Bush.

Mas não posso me opor a um cara que com o suor do seu próprio rosto, com trabalho honesto, largou o emprego numa lavanderia no interior de Minas para tentar a vida como artista. E conseguiu!

Em comum, Coelho e Pires são vencedores, tipos de sujeitos que os americanos, com muita razão, idolatram.

Infelizmente, no Brasil, fazer sucesso e estar vivo, para um bom número de pessoas, é sinônimo de vergonha.

Podem me chamar de vendido, mas gosto muito mais dos vencedores que os sobrinhos do Tio Sam veneram.

E aposto que Machado de Assis, outro grande vencedor, concordaria comigo…

Bilionários por acaso? O car@l#o!

27 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 4:47 ]

Se tem uma coisa que eu detesto do fundo do meu esôfago são essas matérias de revistas ou livros do tipo “Fique Milionário em 1 dia”, “10 Passos para Enriquecer” e “Como Conseguir 1 milhão antes dos 30 anos”, etc, etc, etc.

Se você acha que meu ódio está sedimentado na inveja, errou. Continuo tendo que vender a coxinha do almoço pra comprar a empadinha do jantar, mas meu orgulho permanece intacto, fazendo companhia ao hímen da Madre Teresa de Calcutá.

Minha ojeriza, na verdade, é oriunda da mentira que é usada como matéria-prima para confeccionar essas aberrações.

Tais reportagens e livros vendem (e são vendidos muito bem) a ilusão que é fácil ser milionário. Que basta ter uma ideazinha legal e sorte para estar com a vida feita.

Esse tipo de produto já existe há muito tempo. Porém, mais recentemente, o livro Bilionários por Acaso e o filme A Rede Social – que não é essa Coca Cola toda pra ter tantas indicações ao Oscar – é que estão sendo grande alavancadores desse pensamento turvo.

Eles estão fomentando o mito que Mark Zuckerberg, um dos criadores do Facebook, é um cara sortudo. Um geniozinho que nasceu com o rabo virado pra lua.

Bullshit.

Veja: não vou entrar no mérito de quem roubou a idéia de quem. Se o menino prodígio traiu seu amigo Eduardo Saverin ao tirá-lo do comando da empresa. Deixo esse assuntos para os advogados das partes se entenderem.

O fato é que ninguém fica rico, milionário ou bilionário por acaso.

É preciso ralar. Estudar muito. Ser ousado. Pensar diferente. Fazer networking. Atropelar os concorrentes. E acima de tudo: acreditar no seu potencial.

Quando o Facebook era só uma promessa, Zuckerberg recusou duas propostas milionárias para vendê-lo. Quando o mais lógico parecia ser vender anúncios no site, poluir a tela com milhares de banners, ele achou melhor esperar, até encontrar a melhor maneira de ganhar dinheiro com o site (benditas sejam as vaquinhas do Farmville!).

Pra quem ainda ainda não está convencido, recomendo a leitura da ótima coluna do Elio Gaspari, do último domingo, que aborda o livro “Efeito Facebook”, que parece analisar a história do site de relacionamento com mais neutralidade e menos sensacionalismo.

E, antes de encerrar, vamos combinar de uma vez por todas. Só tem um jeito de você ficar rico por acaso. Acertando na loteria. Só. O resto são derivativas e combinações de tudo que eu citei acima. Mesmo se você enriquecer via roubo não será por acaso. Você vai ter que planejar e executar a ação muito bem pra não acabar indo pro xilindró.

Certo, malandrão?

PS: Já que falamos em Facebook, não esqueça de clicar no botão Curtir, se você gostou deste post.

O Grande Tim e o Velho Lobo

24 01.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 0:48 ]

Dois dos mais controversos e talentosos expoentes da música popular brasileira tiveram suas justas e bombásticas biografias lançadas nos últimos anos: Tim Maia (Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia) e, mais recentemente, Lobão (50 Anos a Mil).

Tim foi biografado pelo dispensa apresentações Nelson Motta. Já João Luiz Woenderbag – sim, é difícil de acreditar que o lobo mau do roquenrol tupiniquim tenha esse nome de almofadinha – escreveu sua epopéia a quatro mãos, em parceria do jornalista Claudio Tognoli.

Ambas são leitura obrigatória para quem curte música ou simplesmente uma história de vida interessante, que inclui envolvimento com seitas malucas, briga homéricas com gravadoras, shows e álbuns que marcaram época, altas tretas com a polícia, consumo exacerbado de entorpecentes, loucas aventuras amorosas, estrutura familiar decadente (avec elegance) e, claro, um repertório musical indelével no cancioneiro brasuca.

Depois de ler as duas obras, queria escrever algo. Mas não uma trivial resenha. Queria fazer algo diferente, condizente ao estilo Kangibrina. Pensei, pensei e decidi fazer uma brincadeira, criando uma competição envolvendo alguns quesitos dos livros, mas escolhidos aleatoriamente, sem nenhuma fundamentação teórica ou critério técnico, pela minha pessoa.

Nada sério. Just for fun, entenderam?

Abaixo, você confere o resultado:

Título: São do caralho. Fortes, bem sacados, definem com precisão o espírito da coisa. Resultado: empate

Capa: Ambas convencionais, ninguém quis reinventar a roda. O frontispício (hein?) da biografia de Tim abusa do vermelho e do amarelo, com fontes gigantes sobre uma foto sua sorrindo. Já o de Lobão é mais sóbria, um close no seu rosto com fundo negro, bem ao estilo das biografias norte-americanas. Cada um no seu quadrado, deu empate.

Texto: Aí é covardia. Não dá nem graça comparar a fina escrita do Nelsão com a esforçada dobradinha Lobão/Tognoli. Motta teve a proeza de organizar a dionisíaca vida do rei do soul brasileiro e transcrevê-la de forma linear e apaixonante. É quase impossível largar o livro. O texto de Lobão é enjoativo, pois tenta, em vão, transportar para o papel o seu jeito neologístico de de falar. Não deu certo. Resultado: vitória de Tim.

Sexo: Os dois gostavam bastante da matéria, intercalando muitos casos sérios com muito sexo casual. Mas, pelo que deu pra perceber, o Lobo do Rio se saiu melhor, pois passou a vara em quase todo meio musical (expressão com duplo sentido) nos anos 1980 e 1990. Resultado: vitória de Lobão.

Dorgas, Manolo: esse é um páreo dos bons. Lobão e Tim enfiaram o nariz e a boca (opa!) em tudo que era imoral, ilegal e engordava. Melhor sorte teve o primeiro, que conseguiu parar antes de se encontrar com o homem da foice – apesar de uma tentativa de suicídio no currículo. A vida desregrada e o consumo de tóchico (como dizem nossas avós) encurtou a presença de Tim entre nós. Mas o resultado não podia ser outro: empate.

Rock´roll: Êta vida louca, louca vida essa dupla teve. Dois roqueiros natos, praticantes do tudo ao mesmo tempo agora. Resultado: mais um empate.

Humor: O momento que mais ri no livro do Lobão foi quando o João Gilberto ligou para ele de madrugada e fez com que ouvisse as oito versões que ele fez para a música Me Chama. Detalhe: Lobão estava trincadaço. Na biografia do Tim tem vários momentos hilários, especialmente quando ele é extraditado para o Brasil vestindo…pijama. Resultado: vitória do Tim.

Bom, até o momento, o rei do soul está na frente. Mas como este é um post “working in progress” voltarei aqui outras vezes quando pensar em novos quesitos e aí o placar poderá se alterar.

Se você quiser colaborar e enviar sua sugestão, é só clicar no ícone de mensagem abaixo.

O síndico que lia Nietzsche

22 11.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 8:55 ]

O síndico do meu prédio é um homem muito peculiar.

Desde que assumiu o cargo, há uns dois anos, o cara colocou a casa em ordem.

Saneou as finanças, fixou a equipe de funcionários (antes era um porteiro diferente por semana), resolveu graves problemas infraestruturais e deu um belo tapa no visual do nosso querido mocó.

Mas não é isso que o torna diferenciado.

São os seus famosos comunicados (clique sobre as imagens para ampliá-las).

Além dos clássicos avisos de reunião de condomínio, ele usa os displays dos elevadores para deixar mensagens, digamos, intrigantes.

São textos fortes, polêmicos, profundos, de autores como Nietzsche, Maiakovski, Brecht…

Não sei se todos os moradores compreendem o significado do que o síndico publica.

Mas eu, por ossos do ofício e repertório de vida, tenho a mania de contextualizar e ler tudo nas entrelinhas, por isso saco imediatamente a qual situação o texto se refere.

O de Maiakovski (acima, embora muitos digam que não é obra dele) é sobre um adorável casal, vizinho nosso, que vez ou outra resolve ter uma DR aos berros, com direito à quebra-quebra e, temo, algum dia, à polícia.

De qualquer forma, as mensagens nos elevadores vão muito além da pauta de condomínio.

São temas que vão fundo, questionam a natureza humana, nos fazem refletir e por isso servem de referência para a vida de todos nós.

Elas encurtam o status social entre o porteiro e o morador da cobertura e mostram como somos frágeis e muito mais iguais do que pensamos, principalmente quando colocamos uma lupa em nossas angústias, dilemas, sonhos, medos.

Mobilize-se

15 10.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:43 ]

De todas as vertentes do marketing a que mais me atrai atualmente é o mobile.

Não por acaso foi tema do meu business plan no MBA.

O mobile marketing é um dos meios mais completos, inteligentes, customizáveis e baratos para interagir de forma amigável com o consumidor, em qualquer dia, horário e local. E o melhor: não precisa ser interruptivo.

Como afirma Ricardo Cavallini, um dos autores do livro #mobilize, mobile não é uma tecnologia, é uma mudança de comportamento.

A partir do momento que o celular deixou de ser um mero meio de transporte de dados voz (apenas 19% dos usuários usam o celular somente para falar), uma revolução sem precedentes teve início.

Atualmente, com os devices mais modernos, é possível ouvir música, ver vídeos, navegar pela internet, jogar, trocar mensagens, pagar contas, comprar produtos, participar de promoções, achar a rua que queremos, trocar arquivos, tirar fotos, ver a previsão do tempo, etc, etc, etc.

Ou seja: o celular tornou-se uma aparelho que está conosco 24 horas [em mode on] e conhece profundamente nossos hábitos.

Isso não é tudo que as empresas pediram para se comunicar com seus clientes de modo mais eficaz?

Com a chegada dos tablets ao Brasil, aliada à profusão dos celulares, nem o céu será o limite para esse mercado.

Para quem quiser saibar mais o livro #mobilize está disponível para download gratuito no www.mobilizebook.com.br

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Faveco, o mestre de Leonardo DiCaprio

13 10.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:33 ]

A Origem, de Christopher Nolan, é um dos melhores filmes dos últimos anos.

Tem ritmo, elenco, imaginação, beleza.

Para não dar uma de spoiler e estragar a festa de quem ainda não viu, só vou dizer, para embasar este post, que a história gira em torno de como inserir idéias nas cabeças das pessoas, entrando nos sonhos delas, aproveitando, por exemplo, quando estão dormindo durante um vôo internacional.

Original, não?

Não. Não é não.

Saibam vocês que décadas antes de Leonardo de Caprio sair por aí inserindo insights na cachola alheia, o veterano publicitário e jornalista Flávio Correa, o Faveco, ex-presidente da Ogilvy, já utilizava expediente muito semelhante ao do filme para obter o que queria.

Mas como, tio? Como???

Calma, guri.

O tio explica.

Em recente palestra na ESPM para promover o livro Curto & Grosso, Faveco contou histórias pitorescas sobre a publicidade no Brasil.

Um dos causos mais interessantes foi como ele conseguiu a cobiçada conta da Mercedes-Benz.

Como não conseguia agendar reunião com o presidente da montadora para mostrar seu trabalho, ele resolveu adotar uma tática diferente.

Por meio de um conhecido de dentro da montadora, ele ficava sabendo quando o presidente ia viajar para a Alemanha.

Com essa informação, ele comprava uma passagem no mesmo vôo, numa cadeira ao lado ou próxima.

Com sua imensa facilidade em puxar assunto e fazer amizades e tendo à sua disposição 10 horas para isso, Faveco foi aos poucos ganhando a confiança do fulano.

Fez isso algumas vezes e acabou conseguindo agendar uma reunião com o presidente e, mais tarde, faturou a conta.

E um detalhe interessante: Faveco chegava ao aeroporto de Frankfurt, despedia-se do presidente, e depois já tomava o vôo de volta.

Ele fez isso só para conseguir a conta.

Brilhante, não?

Uma verdadeira aula de ousadia, criatividade e persistência.

E sem ter que perturbar o sono de ninguém…

Longa vida ao Kangibrina

06 10.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 12:53 ]

Paus d´água de todo universo pontocom, sejam bem-vindos ao Kangibrina, o blog do livre pensar sem a ressaca do senso comum.
 
Para quem não sabe, ou seja, todos os desocupados que me lêem neste momento, o Kangibrina é sucessor do Cangibrina, página pessoal criada despretensiosamente por este ébrio, numa crise de insônia, em março ou abril de 2009 – não me lembro direito, confesso, estava bêbado.
 
Mas o que era um singelo passatempo foi, ao longo de 1 ano e meio, ganhando proporções gigantescas.
 
O site ficou famoso no mundo inteiro, o número de seguidores entrou em progressão geométrica, não havia servidor que aguentasse a demanda e por isso foram necessárias mudanças pontuais, que culminaram no nascimento do Kangibrina.
 
Mentira.
 
Não vou enganar vocês.
 
Na real o blog nunca foi um singelo passatempo.
 
Desde o início ele foi criado para ser uma voz crítica e diferenciada nessa avalanche de informações a qual somos submetidos todos os dias.
 
A proposta do (C)Kangibrina foi, é e será abordar marketing, cinema, jornalismo, música, mídias socias, artes plásticas, publicidade, futebol, teatro, humor, tevê e as coisas da vida, com um viés criativo, analítico e inteligente, sem proselitismo.
 
Portanto, aqui você não encontrará videozinhos engraçados que estão bombando na net, posts “maria vai com as outras” sobre assuntos do momento ou defesas de teses intelectualóides que não interessam a ninguém.
 
Como vocês estão percebendo, o nome e a embalagem (ficou bonito esse visu novo, hein?) do produto mudaram, mas o conteúdo continua o mesmo.
 
E agora com uma grande vantagem: está muito mais fácil compartilhar informação.
 
Acima e abaixo de cada post há botões para você disseminar e comentar, via Twitter, Facebook, MSN e outros, as groselhas publicadas aqui.
 
Para facilitar a navegação, os textos foram divididos em categorias, que estão aí no menu do seu lado direito.
 
E, por fim, para deleite dos internautas, todo, absolutamente todo o conteúdo do antigo blog foi migrado para este novo endereço.
 
Ou seja: se você não estiver batendo uma laje, ouvindo uma palestra sobre dialética e hermenêutica ou fazendo colonoscopia, não existe forma melhor de passar o tempo do que navegar pelo Kangibrina.
 
Divirtam-se, fiquem à vontade, comentem e sigam o @KangibrinaBlog no Twitter.

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