Kangibrina

Você não sabe quem é Jesper Bruun, mas com certeza já o viu

26 04.2012
Por Denis Zanini Lima [ postado às 21:20 ]

Como fazer com que um estúdio fotográfico fique falado no mundo inteiro sem apelar para um portfólio de imagens propositadamente nosense ou chocantes? Pois a agência Filadélfia encontrou um meio criativo e bem humorado para divulgar um dos seus clientes, o estúdio fotográfico Câmara Clara.

A campanha, denominada “The World´s Most Downloaded Man” (ou “O Homem Mais Baixado do Mundo”) foi desenvolvida a partir de uma reclamação do dono da empresa, o fotógrafo Fernando Martins, que estava cansado de perder jobs para empresas que acabavam optando pelos sites de bancos de imagens.

Como todos sabem, os bancos de imagens oferecem pacotes de fotos a preços bem mais em conta do que um estúdio; contudo, pecam por fornecer imagens pasteurizadas, clichês, sem identidade, que são utilizadas em peças promocionais em todo planeta.

Para provar seu ponto de vista, Fernando resolveu ir atrás do modelo dinamarquês Jesper Bruun (o tal homem mais baixado do mundo), cujo rosto pode ser visto em milhares de anúncios, seja de uma agência de turismo na Austrália, de uma escola de música na França, de uma margarina na Bolívia.

O vídeo mostra o inusitado encontro entre os dois. Confiram.

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Father & Son, Eduardo & Mônica

10 06.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:50 ]

Esse buzz todo gerado em torno do clipe/comercial/filme de Eduardo & Mônica para a campanha do Dia dos Namorados da Vivo (que, independentemente de ser plágio ou não, ficou sensacional), me fez lembrar de outra ação fabulosa.

É o comercial Father & Son, que a Saatchi & Saatchi produziu em 2002 para a Telecom New Zeland, tendo como trilha sonora a homônima canção de Cat Stevens.

Vejam do que estou falando no vídeo acima.

Aliás, no livro Lovemarks, Kevin Roberts, o CEO da agência, conta como se deu o processo de autorização do uso da música com o recluso cantor.

Vodka promove “roleta-russa” no Facebook

09 05.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:34 ]

A vodka Russian Standard, um dos maiores orgulhos etílicos da terra de Rasputin, vem ganhando destaque nas mídias sociais com uma campanha tão criativa quanto politicamente incorreta.

A ação gira em torno da promoção de um game fake, chamado Roleta Russa no Facebook, o primeiro jogo em que você pode perder sua vida virtual.

Funciona assim: você se conecta a quatro amigos através da famosa página de relacionamento social e, juntinhos, brincam de puxar o gatilho uns nos outros, com apenas uma bala no tambor do revólver.

Quem leva tiro recebe um atestado de óbito virtual e tem sua conta no Facebook apagada, para toda a eternidade, amém. O vencedor, depois de sobreviver a diversas etapas, ganha uma semana de diversão na Rússia, tudo, logicamente, regado a muita vodka.

Claro que tudo não passa de uma grande tiração de onda, começando pelo fato de que o Facebook jamais aprovaria um jogo em que o site perderia incontáveis seguidores.

Mas o lado cômico da situação é que muita gente ainda não percebeu a blague e estão contestando o concurso.

Vejam alguns comentários abaixo que estão na página do site Ads of The World.

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Quem tem medo de crítica não sai de casa. Nem da caixa.

19 04.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 10:08 ]

Sensacional esse anúncio da Talent, publicado no jornal Propaganda & Marketing, que vi lá no blog do @plannerfelipe.

“SE VOCÊ NÃO TEM RECEBIDO NENHUMA CRÍTICA NAS REDES SOCIAIS, É BOM COMEÇAR A FICAR PREOCUPADO

No último ano, sua empresa fez alguma coisa que, além de elogios e vitórias, também conseguiu críticas?

Então bem vindo ao clube dos fazedores.

Pode conferir: não existe nada criado, produzido, cantado, jogado, pintado ou vendido ultimamente, por melhor que seja, que não tenha sido também motivo de malhação aqui e acolá.

Num país onde um Presidente da República é eleito no primeiro turno se tiver mais do que 50% dos votos, campanhas com 70% ou 80% são verdadeiros sucessos de aprovação, capazes de triplicar as vendas e o valor percebido das empresas.

A segunda pior coisa que você pode fazer hoje é deixar de aproveitar o pensamento do consumidor e as contribuições que podem surgir nas Redes Sociais.

A pior coisa que você pode fazer hoje é ter medo de crítica. Quem tem medo de crítica não sai de casa. E nem da caixa.

TALENTO MUDA TUDO. TALENT”

Eu assino embaixo.

Prevenindo ou estimulando a Aids?

31 03.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 12:45 ]

Smutley é um gato tarado, uma espécie de Fritz, the Cat, criado pela agência Goodby Silverstein & Partners, para uma controversa campanha francesa de prevenção à Aids.

Neste comercial em preto em branco, no estilo dos anos 1920, tendo a música Bad Reputation, da Joan Jett, como trilha sonora, nosso amigo felino traça, sem camisinha, quase toda a fauna: galinhas, tartarugas, peixes, coelhos, focas, golfinhos, elefantes…

No final desse animado bacanal, aparece a mensagem conscientizadora: “Ele tem nove vidas. Você só tem uma. Proteja-se”.

Admito que a campanha é bem criativa e bem-humorada, fugindo do batido estilo “sério-humanitária” que prevalece em peças de prevenção ao HIV.

Por outro lado, ao meu ver, o comercial exagerou nas tintas, estimulando demais o sexo promíscuo. Mesmo com a advertência no final, a mensagem principal que fica é que transar despudorosamente por aí, com ou sem proteção, é legal.

Na cabeça de uma parcela do público mais jovem, tenho convicção que essa idéia banalizada é a que será a assimilada.

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Na cama com pijama

18 03.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 14:19 ]

Um dos melhores comerciais nacionais de todos os tempos, produzido pela Almap.

E parabéns para a Honda, que teve a ousadia de autorizar a veiculação do filme.

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A Diesel quer ser Benetton

14 03.2011
Por Denis Zanini Lima [ postado às 16:47 ]

No início dos anos 1990 a empresa de moda italiana Benetton, então conhecida mais no circuito europeu, ganhou notoriedade mundial por suas polêmicas campanhas publicitárias, assinadas pelo fotógrafo Oliveiro Toscani (aliás, vale a pena ver esse trecho de sua entrevista no Roda-Viva, em que troca farpas com o publicitário Francesc Petit).

Feitos propositalmente para chocar, os anúncios, que marcaram época, mostravam de padres e freiras se beijando a doentes de Aids em estado terminal, de uniformes ensanguentados de soldados bósnios a amas de leite negras amamentando bebês brancos.

Com uma estratégia agressiva e inovadora, controversa e sem agradar à maioria, a marca tornou-se ícone da geração United Colors of Benetton e vendeu milhões de produtos da grife, sem anunciar uma peça de roupa sequer.

Porém, com a supremacia do politicamente correto e do veto em vários países a suas propagandas, a empresa teve que mudar sua postura. A Benetton continua existindo, mas suas campanhas atualmente são tão pasteurizadas, tão comuns, que nem chamam mais a atenção.

Lembrei do caso Benetton ao ver a campanha de uma outra empresa de moda, a Diesel, que vai na contramão da propaganda asséptica, adepta da moral e dos bons costumes, membro da TFP e da Senhoras de Santana, tão em voga hoje em dia, chamada “Be Stupid”.

Se não é tão ofensiva, impactante e brilhante quanto da Benetton (e nem podia, já que estamos na época da sustentabilidade, do salve os pandas e do não coma carne vermelha), ao menos é bem provocativa, irreverente.

Quando vi a primeira vez um anúncio da campanha, na contracapa de uma semanal, com uma moçoila em cima de uma escada exibindo as peitolas para uma câmera de segurança, me perguntei: what a fuck?

Achei interessante, mas bem bobinho, superficial. Depois, vendo os outros anúncios e lendo e vendo mais a respeito, comecei a entender melhor o contexto da história.

Aproveitando o poder de mobilização das mídias sociais, a empresa criou o site da Diesel Island, “a terra dos estúpidos e morada dos bravos”, que conta com rádio, hino e até street view.

A ilha da Diesel foi fundada por um bando de estúpidos, que, cansados da poluição, guerra e violência do mundo, resolverem achar um local onde pudessem fundar seu próprio país.

Depois de navegarem, aportaram em uma ilha habitada. Mas ao invés de dizimar a população local, resolveram suborná-los.

Ótimo, não?

Sem chocar tanto, mas com uma boa dose de provação, a Diesel está mandando bem, tendo como inspiração o que um dia foi a Benetton.

Atenção publicitários: deixem nossos banheiros em paz!

10 11.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 9:21 ]

Alguém sabe me explicar porque cargas d´agua virou moda invadir banheiros alheios com equipes de TV em comerciais de enxaguantes bucais e desodorisadores sanitários?

Massachussets!

Será que tem gente que acha que fazer blitze nos WCs dos outros é engraçado? Criativo? Agrega valor?

Sei que fazer propaganda de produtos de higiene e limpeza não é fácil.

A linha que separa a real utilidade do produto (tirar mau-hálito ou bodum de privada, por exemplo) da pretensa sofisticação publicitária é muito tênue e, por isso, deslizes acontecem.

Além do mais, como os produtos são muitos iguais, vale tudo na hora de tentar se diferenciar.

Mas isso não é desculpa para avacalhar.

Vamos botar a cacholinha pra funcionar e pensar em algo diferente, mas não tão “criativo”, certo publicitários?

PS: Pior que essa moda de invasão de banheiros só aquela, nos anos 1980/90, em que todos, absolutamente todos, os comerciais de sabão em pó consistiam em testes de qualidade com outras marcas.

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Fumo e canibalismo do bem

03 11.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 15:13 ]

O grupo de humor Upright Citizens Brigade aproveitou o Outubro Rosa, mês mundialmente conhecido por ações de combate ao câncer de mama, para lançar um vídeo pra lá de provocativo.

O filme é sobre uma campanha lançada por uma empresa de tabaco fictícia (chamada, não por acaso, de RJ Morris) que estimula as pessoas a fumar para salvar vidas.

Isso mesmo. A cada maço comprado a empresa se compromete a doar a bagatela de meio centavo para programas de combate à doença.

No filme vemos mulheres de todas as idades e perfis, inclusive grávidas, fumando o cigarro rosa e dizendo: “Estou fumando pelo bem da minha filha” ou “Estou fumando pela saúde da minha avó” e assim por diante.

É uma crítica inteligente e bem humorada às grandes corporações, que usam o ativismo social para promoverem suas marcas e, simultaneamente, jogarem suas mazelas para debaixo do tapete.

Sensacional, não?

Uma outra campanha que deu o que falar no último mês foi a do Flimé, um novo restaurante em Berlim especializado em pratos com carne humana.

Lógico que tudo não passou de um “golpe publicitário” (no melhor sentido do termo), promovida pela Vebu, a Liga Vegetariana Alemã, que queria alertar as pessoas sobre o número de mortes ocasionados pelo consumo de carne.

Pelo visto deu certo. O case rendeu 700 matérias em mais de 60 países, o site do restaurante teve mais de 120 mil acessos e, claro, houve muito buzz nas mídias sociais.

E um dado curioso: antes da verdade ser revelada, 63 internautas enviaram email para o restaurante fictício querendo fazer reservas….

Sinistro. Muito sinistro, Adison.

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Métrica burra para uma ação inteligente

27 10.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 18:39 ]

Via mídias sociais, a doação dos 33 óculos escuros que a Oakley fez para os mineiros chilenos vem ganhando repercussão no mundo todo.

De fato foi uma bela ação de marketing de oportunidade.

Com a discrição e inteligência estratégica necessárias para não cometer o mesmo erro da Red Bull no caso do buraco do Metrô de São Paulo, a Oakley realizou uma boa ação e ainda por cima fez seu comercial.

Também tiveram a mesma sacada a Nasa (que doou alimentos) e a Apple (que doou iPods).

Até aí tudo bem.

Quem ousa, pensa fora da caixa, deve ser mesmo recompensado e as três empresas estão de parabéns.

A única coisa estranha nessa história toda, que o pessoal não parou para pensar direito, foi a métrica utilizada para estimar o retorno da ação.

Segundo a CNBC, empresa especializada em publicidade, a exposição da marca na mídia foi de 41 milhões de doletas. Muitos sites e blogs, e inclusive a própria Oakley, vem divulgando esse número como uma verdade absoluta.

Tem dó, Pedro Bó.

Vamos pensar um pouquinho.

Esse é o tipo de ação que não se mensura em grana. Qualquer estudante de marketing deveria saber isso.

É uma métrica burra para uma ação inteligente.

Estamos falando de prestígio, engajamento social, coisas que não dá mensurar por meio de dinheiro.

Até porque acredito que o retorno será ainda maior do que isso.

Sim, usei o verbo no futuro pois a doação dos óculos não se encerrou com o resgate dos mineiros. A doação será case de livros, palestras, conferências. Virou benchmark.

Se fosse simples assim medir o retorno, a empresa que forneceu os capacetes deveria estar soltando fogos de artífico, pois obteve muito mais visilidade.

Não é por aí.

Eu não sou consumidor da Oakley e não vai ser por essa ação que vou mudar minha postura.

Contudo, passei a admirá-la pela sua participação nesse episódio.

Entenderam? Eu não consumo os produtos da empresas, mas a admiro.

Como mensurar isso?

Eu não sei. Mas certamente não será pelo valor em mídia espontânea.

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Longa vida ao Kangibrina

06 10.2010
Por Denis Zanini Lima [ postado às 12:53 ]

Paus d´água de todo universo pontocom, sejam bem-vindos ao Kangibrina, o blog do livre pensar sem a ressaca do senso comum.
 
Para quem não sabe, ou seja, todos os desocupados que me lêem neste momento, o Kangibrina é sucessor do Cangibrina, página pessoal criada despretensiosamente por este ébrio, numa crise de insônia, em março ou abril de 2009 – não me lembro direito, confesso, estava bêbado.
 
Mas o que era um singelo passatempo foi, ao longo de 1 ano e meio, ganhando proporções gigantescas.
 
O site ficou famoso no mundo inteiro, o número de seguidores entrou em progressão geométrica, não havia servidor que aguentasse a demanda e por isso foram necessárias mudanças pontuais, que culminaram no nascimento do Kangibrina.
 
Mentira.
 
Não vou enganar vocês.
 
Na real o blog nunca foi um singelo passatempo.
 
Desde o início ele foi criado para ser uma voz crítica e diferenciada nessa avalanche de informações a qual somos submetidos todos os dias.
 
A proposta do (C)Kangibrina foi, é e será abordar marketing, cinema, jornalismo, música, mídias socias, artes plásticas, publicidade, futebol, teatro, humor, tevê e as coisas da vida, com um viés criativo, analítico e inteligente, sem proselitismo.
 
Portanto, aqui você não encontrará videozinhos engraçados que estão bombando na net, posts “maria vai com as outras” sobre assuntos do momento ou defesas de teses intelectualóides que não interessam a ninguém.
 
Como vocês estão percebendo, o nome e a embalagem (ficou bonito esse visu novo, hein?) do produto mudaram, mas o conteúdo continua o mesmo.
 
E agora com uma grande vantagem: está muito mais fácil compartilhar informação.
 
Acima e abaixo de cada post há botões para você disseminar e comentar, via Twitter, Facebook, MSN e outros, as groselhas publicadas aqui.
 
Para facilitar a navegação, os textos foram divididos em categorias, que estão aí no menu do seu lado direito.
 
E, por fim, para deleite dos internautas, todo, absolutamente todo o conteúdo do antigo blog foi migrado para este novo endereço.
 
Ou seja: se você não estiver batendo uma laje, ouvindo uma palestra sobre dialética e hermenêutica ou fazendo colonoscopia, não existe forma melhor de passar o tempo do que navegar pelo Kangibrina.
 
Divirtam-se, fiquem à vontade, comentem e sigam o @KangibrinaBlog no Twitter.

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